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Há 468 anos, Lady Jane Gray era coroada: Por que ela ficou somente 9 dias no trono?

Pouco antes de morrer, Eduardo VI escolheu Jane Gray para assumir o trono ao invés de uma de suas meias-irmãs. Mesmo assim, Mary Tudor acabou conseguindo reverter sua decisão

Fabio Previdelli Publicado em 10/07/2021, às 00h00 - Atualizado às 00h10

Lady Jane Grey
Lady Jane Grey - Autor desconhecido/Wikimedia Commons

Filha da sobrinha do rei Henrique VIII, Lady Jane Grey se casou com Lord Guildford Dudley, filho do Duque de Northumberland, regente de Eduardo VI, em 25 de maio de 1553. No mês seguinte, como explica Roger Ascham em ‘The Scholemaster’, o rei escreveu seu testamento a nomeando como sua sucessora ao trono.  

Em julho, aos 15 anos, Eduardo VI morreu por conta de uma tuberculose, embora, como aponta matéria da Galileu, suspeitas sobre um possível envenenamento foram levantadas na época, mas nada foi confirmado.  

A decisão de Eduardo VI em nomear uma prima de primeiro-grau ao invés de uma de suas meias-irmãs, Mary ou Elizabeth, era apoiada em um único motivo: suas parentes mais próximas eram católicas, enquanto Jane era uma protestante convicta. 

Lady Jane Grey/ W Holl/Wikimedia Commons

 

Conforme explica Ascham, Grey apoiaria a Igreja da Inglaterra, que havia passado por uma Reforma durante o reinado de Eduardo. Jane Grey só ficou sabendo da novidade no dia 9 de julho, em um encontro secreto com o Duque, seu marido, e sua família. Como conta a Galileu, a futura rainha ficou tão honrada e surpresa com a notícia que acabou desmaiando.  

Já em 10 de julho de 1553, há exatos 468 anos, Grey foi oficialmente apossada, inclusive, recebeu uma carta de Mary Tudor reconhecendo seus direitos e tudo mais. Porém, apesar de toda alegria, a Rainha dos Nove Dias, como ficou conhecida, não recebeu esse nome à toa. 

Afinal, enquanto Jane governava o país, sem saber, Mary percorria todo o território ganhando apoiadores para mudar o jogo. Logo, a irmã do falecido Eduardo reuniu uma legião de partidários. Seu triunfo estava próximo.  

Como de se imaginar, no dia 19 de julho, no nono dia, o reinado de Jane Grey acabou. O forte apoio popular que Mary passou a ter fez com que o Conselho Privado da Inglaterra a proclamasse rainha. Como se não bastasse, a Rainha dos Nove Dias sofreu consequências severas.  

Além de ser mantida prisioneira na Torre de Londres, viu seu sogro, o duque de Northumberland, um de seus principais defensores, ser executado quase um mês depois — por ser acusado de traição. Jane também foi condenada pelo mesmo, em novembro daquele ano.  

Inicialmente, Mary havia decidido poupar sua vida, mas tudo mudou pouco depois, quando seu pai, Henry Grey, sem o seu consentimento, organizou uma rebelião contra Mary Tudor, como explica a Galileu.  

Henry participou dos protestos contra Mary após ela ter demonstrado a intenção de se casar com Filipe II da Espanha, algo que se concretizou pouco depois. Com isso, no dia 12 de fevereiro de 1554, Lady Jane Grey e Lord Guildford Dudley, seu marido, foram executados. 

Execução de Lady Jane Grey por Paul Delaroche (1833)/ Crédito: Wikimedia Commons

 

Apesar do êxito em sua conquista, Mary não desfrutou muito de seu reinado, já que ela só ficou cerca de cinco anos no poder, pois morreu aos 42, em 17 de novembro de 1558, durante uma epidemia de gripe.

Antes, porém, ela já sofria, possivelmente, com câncer uterino, conforme explica Maureen Waller em ‘Sovereign Ladies: The Six Reigning Queens os England’. Após isso, sua irmã, Elizabeth I, a Rainha Virgem, assumiu o trono, por onde ficou por 44 anos.


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