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Silvia Sommerlath: a rainha da Suécia que tem sangue brasileiro

Nascida na Alemanha, a soberana passou parte de sua infância no interior de São Paulo

Victória Gearini | @victoriagearini Publicado em 12/06/2021, às 07h00

Retrato de Silvia Sommerlath, a rainha da Suécia
Retrato de Silvia Sommerlath, a rainha da Suécia - Getty Images

Casada com rei Carlos XVI Gustavo da Suécia, a rainha Silvia Sommerlath possui laços sanguíneos com o Brasil e ligação com o interior de São Paulo. 

Em 2019, a monarca revelou à EPTV, afiliada da TV Globo, que tem o “coração brasileiro” e “mente alemã”. 

Infância no Brasil 

Nascida em 23 de dezembro de 1943, na Alemanha, Silvia Sommerlath passou parte de sua infância no interior de São Paulo. Embora tempos depois tenha retornado para o seu país de origem, ela continuou visitando o Brasil, onde tem parentes.

Sua mãe brasileira conheceu seu pai alemão quando seus avós paternos tiravam férias no Rio de Janeiro. Mais tarde, o casal firmou a união, resultando em seu nascimento. 

Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, a monarca contou que depois da Segunda Guerra Mundial, a sua família voltou para o Brasil, quando ela ainda era criança. Durante a infância, ela recordou que viveu bons momentos ao lado dos primos. 

O rei Carlos XVI Gustavo da Suécia e a rainha Silvia Sommerlath / Crédito: Getty Images

 

A soberana cresceu em uma família grande. Sua mãe tinha oito irmãos, todos paulistas. Durante as férias, os parentes tinham o costume de se reunir na fazenda de seus tios, momentos que para ela marcaram positivamente a sua infância. 

Até 1957 ela estudou no colégio Visconde de Porto Seguro, mas pouco tempo depois a sua família retornou para a Alemanha. Todavia, isso nunca a impediu de manter os laços afetivos com os seus familiares e amigos brasileiros.

Projetos sociais

Dado o carinho e forte ligação que ela mantém com o Brasil, a rainhaSilvia Sommerlath decidiu criar em 1999, um projeto social voltado para crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual no país. 

“[O Brasil é] um país tão bonito, tão grande, mas também com grandes problemas e chegou o momento que achei que eu mesma devia fazer alguma coisa para ajudar essas crianças no mundo todo. Lembro que, naquela época, tinha muitas crianças nas ruas no Brasil. Pensei que se eu puder fazer alguma coisa, se eu puder ajudar, eu devia fazer e foi assim que esse sentimento foi aumentando e assim surgiu. Mas aprendi que no Brasil e em outros países tinham várias organizações que faziam o possível para ajudar essas crianças, então eu pensei que eu poderia fazer algo que fosse além disso, aí fiquei sabendo das crianças sexualmente exploradas. Esse é um problema que naquele tempo, há 20 anos, ninguém queria falar a respeito, por isso que eu coloquei toda minha atenção no abuso sexual de crianças”, disse ela em entrevista à EPTV.

Apreço pela cultura brasileira 

Durante a entrevista à EPTV, a rainha Silvia Sommerlath revelou ser fascinada pela cultura brasileira, o que a faz sentir um forte apreço pelo país.

Imagem da  rainha Silvia Sommerlath / Crédito: Getty Images

 

“O Brasil é uma parte da minha vida, uma parte da vida dos meus filhos, da família, que também gostam de jabuticaba, que também visitam o Brasil. O Brasil não é só a imperatriz Amália que deixou os seus traços aqui, porque ela era irmã da rainha da Suécia, Josefina. Brasil e Suécia tem muita coisa junta. Uma parte minha é naturalmente brasileira”, revelou ela durante a entrevista, em 2019.

Fluente na língua portuguesa, a soberana chegou a ser homenageada em seu aniversário com um gol feito pelo craque Pelé

“Eu tenho um coração brasileiro, uma mente talvez mais alemã, mas o todo agora é sueco. Eu reúno todas essas três nacionalidades e culturas”, disse a monarca à afiliada da TV Globo. 


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