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A singular saga do serial killer que casou no corredor da morte

Rosalie e Oscar Bolin decidiram se casar numa tentativa de reverter o destino do criminoso

Giovanna de Matteo Publicado em 01/10/2020, às 12h38

Foto de Rosalie e Oscar Bolin
Foto de Rosalie e Oscar Bolin - Divulgação/ Rosalie Bolin

Flórida, 7 de janeiro de 2016, hora da morte: 22h16. Esse foi o exato momento em que Oscar Ray Bolin foi executado. Condenado pelo assassinato, sequestro, esfaqueamento e espancamento de três jovens da área de Tampa em 1986, Natalie Blanche Holley de 25 anos, Teri Lynn Matthews de 26 anos e Stephanie Collins de 17 anos, é considerado um serial killer.

Bolin fez sua última refeição que contava com um bife de lombo, batatas assadas, uma torta de limão e Coca-Cola, enquanto se encontrava com sua esposa. Quando questionado se queria fazer uma última declaração vivo, Bolin respondeu com firmeza: "Não, senhor", segundo a afiliada da NBC WFLA.

Foto de Oscar Ray Bolin / Wikimedia Commons

 

Apesar dos crimes, ganhou reputação por causa de sua amante. Os dois se conheceram quando ela foi encaminhada para acompanhar o seu caso. Depois de dois anos se encontrando, eles se apaixonaram. Analisando as evidências, Rosalie afirmou a inocência de Oscar, e diz que as provas do crime são falhas.

"Eu queria escapar. Eu queria ser amada como nunca fui amada antes, paixão, alguém que me colocasse em um pedestal emocional, não com coisas materiais", disse Rosalie ao "20/20" em uma entrevista publicada em novembro de 1996. "Eu nunca, nunca, nunca pensei por um segundo que ele fosse culpado desses três assassinatos".