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Matérias / Crimes

Após 40 anos, mistério sobre sumiço de bebê de casal assassinado chega ao fim

Apesar da descoberta, passagem obscura sobra a história ainda segue sem solução

Wallacy Ferrari Publicado em 03/07/2022, às 08h00

Fotografia do casal morto com a filha - Divulgação / Identifiers International
Fotografia do casal morto com a filha - Divulgação / Identifiers International

Em 1981, o casal Tina Gail Linn Clouse e Harold Dean Clouse Jr. acabava de se mudar para o Texas, vindos da movimentada Flórida, duas localidades dos Estados Unidos. Mesmo antes de se estabelecerem confortavelmente na cidade, a dupla surpreendeu a comunidade local ao ter seus corpos encontrados sem vida em uma floresta próxima de Houston, supostamente vitimados como parte de um sacrifício atribuído a um misterioso culto religioso.

Na época do crime, as ferramentas forenses não foram suficientes para revelar a identidade do casal através das amostras coletadas na cena do crime, resultando na paralisação do caso ao longo de quatro décadas.

Em 2021, a resolução surgiu através de análises avançadas de testes de DNA, mostrando que, além de tratarem-se de pessoas desaparecidas até a descoberta, eles ainda deixaram uma filha.

Tal descoberta chamou atenção de diversas autoridades que queriam saber, quarenta anos depois, onde estaria a criança gerada pelo casal, visto que não acharam nenhum cadáver infantil na cena do crime.

Em união de forças, a Identifiers International, o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas dos EUA e a polícia do Texas, da Flórida e do Arizona, trabalharam juntas para tentar localizar a criança, hoje possivelmente em idade adulta.

A trilha acabou ocorrendo com êxito ao localizá-la; a mulher, identificada como Holly Clouse, hoje vive em Oklahoma e é mãe de 5 filhos, mas sequer sabia da história por trás de sua família biológica, descobrindo assim que foi localizada.

Holly Clouse mostra rara fotografia com pais biológicos / Crédito: Divulgação / Identifiers International

Como ocorreu?

Mais detalhes sobre a mulher acabaram não sendo revelados pelas autoridades a fim de preservar sua privacidade, mas em entrevista coletiva, o procurador-geral adjunto do Texas, Brent Webster, informou que ela se encontraria pela primeira vez com familiares biológicos para entender quem eram seus pais.

Na conversa com jornalistas, Brent acrescentou que ela foi levada para uma igreja no Arizona por duas mulheres na época do crime e, posteriormente, sendo recondicionada aos pais adotivos, que também não sabiam da passagem obscura da criança e não são suspeitos de ter alguma relação com os assassinatos.

Duas mulheres que se identificaram como membros de um grupo religioso nômade levaram Holly para uma igreja. [...] Elas estavam vestindo túnicas brancas e estavam descalças", acrescentou o procurador-geral.

Mesmo com o surgimento destas informações, a polícia ainda não conseguiu atribuir os motivos ou acusados do crime, orientando cidadãos locais, que tenham memórias relacionadas ao tal grupo, a contribuírem com informações, como noticiou a BBC.