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Christa McAuliffe, a professora que morreu em uma das maiores tragédias espaciais da história

A educadora seria a primeira civil estadunidense a viajar fora da Terra, no ônibus espacial Challenger

Isabela Barreiros Publicado em 22/09/2020, às 16h07

A professora de História Sharon Christa McAuliffe
A professora de História Sharon Christa McAuliffe - Wikimedia Commons

Em 28 de janeiro de 1986, os olhares do mundo se voltaram chocados para a tragédia com o ônibus espacial Challenger. Naquele dia, a nave explodiu no ar 73 segundos após seu lançamento, que aconteceu na estação de Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos. 

Dentro dele, estava uma tripulação de sete pessoas: Judith A. Resnik, Ronald E. McNair, Ellison S. Onizuka, Mike J. Smith, Francis R. Scobee, Gregory Jarvis e Sharon Christa McAuliffe. A última, porém, era uma forasteira. McAuliffe era uma civil, sendo professora da disciplina de História.

A mulher havia sido selecionada entre 11 mil educadores para que pudesse lecionar no espaço, em uma missão impressionante nunca feita antes. Ela seria, de fato, a primeira civil norte-americana a viajar fora da Terra. Mas nada disso chegou a acontecer. 

A tripulação do Challenger / Crédito: Wikimedia Commons

 

Juventude

Nascida em Boston, nos Estados Unidos, em 2 de setembro de 1948, Sharon Christa McAuliffe se mudou muito pequena para Framingham, onde se formou no ensino médio. Desde jovem, ela já demonstrava interesse nos projetos espaciais que estavam começando a ser desenvolvidos pelo governo do país.

Quando o Projeto Mercúrio foi iniciado, em 1958, McAuliffe desejou ir ao espaço. "Você percebe que algum dia as pessoas irão para a Lua? Talvez até pegar um ônibus, e eu quero fazer isso!", disse a um amigo de sua escola um dia após John Glenn orbitar a Terra na missão Mercury-Atlas 6. 

Portanto, não é uma grande surpresa saber que, em seu formulário de inscrição para entrar na NASA, a estadunidense tenha escrito: "Eu assisti ao nascimento da Era Espacial e gostaria de participar”. Anos depois, a curiosidade da mulher continuava a mesma. 

No entanto, sua formação não estava essencialmente relacionada ao assunto. Ela era professora na disciplina de História e começou a lecionar nos anos 1970. Seu primeiro emprego foi ensinando história americana em um colégio em Morningside, em Maryland.

Ela também administrou cursos como história e educação cívica, direito e economia, além de dar palestras e realizar viagens de pesquisa. A professora ainda conseguiu se formar como mestre de artes na Universidade Estadual de Bowie, em Maryland, em supervisão de educação e administração. 

O sonho do espaço

McAuliffe em treinamento na NASA / Crédito: Wikimedia Commons

 

Por mais que a área de atuação de McAuliffe não tivesse relação com viagens espaciais, isso pareceu se tornar mais possível quando, em 1984, o então presidente Ronald Reagan anunciou o Projeto Professor no Espaço. A ideia era que levar um professor com a tripulação de astronautas faria com que as pessoas confiassem nos programas espaciais.

“Não posso ingressar no programa espacial e reiniciar minha vida como astronauta, mas esta oportunidade de conectar minhas habilidades como educador com meus interesses em história e espaço é uma oportunidade única de realizar minhas primeiras fantasias. Eu nunca vou desistir”, disse a professora em 1985.

E, de fato, ela conseguiu se destacar em um total de mais de 11 mil educadores inscritos para participarem do projeto. Escolhida, a missão da estadunidense era dar aulas no espaço e conduzir experimentos como parte da tripulação do STS-51-L. O sonho estava prestes a ser realizado. 

A tragédia do Challenger

O lançamento do ônbus espacial / Crédito: Divulgação/NASA

 

Em 29 de janeiro de 1986, o jornal The New York Times escreveu que McAuliffe "enfatizou o impacto das pessoas comuns na história, dizendo que elas eram tão importantes para o registro histórico quanto reis, políticos ou generais". A nota, publicada um dia depois da tragédia do Challenger, expunha as qualidades da mulher que iria se tornar a primeira civil a viajar fora da Terra.

O acidente do dia 28 de janeiro havia sido causado por uma falha em um dos anéis de vedação de combustível do foguete. Os anéis de borracha, chamados o-rings, não apresentavam bom comportamento técnico em temperaturas baixas durante o lançamento. Naquela manhã, os termômetros chegaram a zero grau Celsius no Cabo Canaveral.

O ônibus espacial se partiu tão rapidamente que chocou pessoas de todo o mundo que assistiam ao lançamento ao vivo. Ninguém acreditava que aquilo havia acabado de acontecer, causando a morte de todos que estavam a bordo e uma cena terrível às câmeras presentes.


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