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A emocionante história da acrobata que descobriu que a ginasta favorita é sua irmã

Depois de anos, Jen Bricker descobriu que Dominique Moceanu, a atleta que a inspirou a entrar para a ginástica olímpica, era sua irmã biológica

Ingredi Brunato Publicado em 21/10/2020, às 18h02 - Atualizado às 18h08

Foto de Jen Bricker atualmente
Foto de Jen Bricker atualmente - Divulgação/ Facebook

Jennifer Bricker é uma ginasta norte-americana com uma grande trajetória. Sem pernas e encarando a deficiência, o interesse de Jen por esportes desde jovem, acompanhado pelo incentivo dos pais, fez dela uma excelente acrobata. 

A superação de obstáculos, todavia, não é a parte mais surpreendente de sua história, e sim que sua maior inspiração no esporte, a atleta Dominique Moceanu, era, na verdade, sua irmã biológica, algo que ela só descobriu no fim da adolescência.

Que a moça com deficiência foi adotada, ela já sabia - os pais biológicos a deram para o sistema adotivo por conta de ter nascido sem as pernas - mas descobrir que sua atleta preferida tinha o mesmo sangue que ela era uma reviravolta pelo qual Jen nunca esperou.

Por uma coincidência do destino, as irmãs, embora tenham sido criadas por famílias diferentes, desenvolveram a paixão pela ginástica olímpica. 

Crescimento 

Jennifer foi adotada quando ainda era um bebê, e foi recebida muito bem não só por sua nova família, mas também pelos moradores da pequena cidade em que vivia, em Illinois. 

“Todo mundo celebrou quando meus pais me adotaram, todo mundo me viu crescer...Nunca sofri bullying, nada disso. E eu no fundo sabia e hoje eu vejo como Deus me protegeu como criança, e durante toda a minha vida, para que eu pudesse ser quem eu sou hoje”, comentou a moça em uma entrevista de 2017, segundo divulgado pelo site do Globo Esporte. 

Já aos onze anos de idade, Jen participou de sua primeira competição de ginástica, na categoria de “tumbling”, em que o acrobata deve fazer mortais e piruetas em uma pista de 25 metros. Embora tenha concorrido com as outras meninas da cidade, que possuíam todos os membros do corpo, a garota conseguiu ganhar uma medalha ao mostrar seu potencial no esporte. 

A descoberta 

Em 2004, os Bricker estavam assistindo às Olimpíadas pela televisão para acompanhar, entre outros atletas, a habilidosa Dominique Moceanu, quando os nomes dos pais dela foram mostrados. Os pais de Jennifer logo perceberam que havia uma familiaridade naqueles dois. 

Verificaram os documentos da adoção da filha deles, e não teve erro. Eram seus pais biológicos, de forma que a ginasta que Jen idolatrava era ninguém menos que sua irmã mais velha. Apesar de surpresos, eles só contaram quando sua filha adotiva perguntou qual era seu sobrenome biológico, oito anos mais tarde. 

“Minha mãe me disse: ‘Bom, você nunca vai acreditar mas seu sobrenome é Moceanu’. Claro, não é um sobrenome comum. E aí entendi o que isso significava, que se meu sobrenome era Moceanu, Dominique era minha irmã. Estava tentando processar, em um nível profundo aquilo fazia sentido, mas era tão difícil de acreditar. Eu fiquei animada na mesma hora!”, contou Jen Bricker. 

Um dos motivos pelos quais a garota gostava de Dominique era justamente o fato de serem parecidas, mas ela nunca havia pensado que isso podia significar uma ligação sanguínea entre as duas. 

O encontro

Foto das três irmãs, da esquerda para a direita a mais velha Dominique, então Cristine e depois Jennifer. 

 

Assim, contratou um detetive que conseguiu localizar o pai da ginasta. Chocado diante da revelação, admitiu toda a história da adoção, entretanto, sumiu. De nada adiantou, o profissional contratado havia conseguido o endereço da irmã perdida da acrobata. Era a chance perfeita para tentar o primeiro contato.

Depois de quatro anos, Jennifer enviou uma carta à sua irmã ginasta, falando sobre o parentesco das duas, acompanhada de fotos dela tanto na infância quanto já mais velha. Do seu lado, Moceanu teve a confirmação de seus pais da história da adoção, e então telefonou para a outra, surpresa. 

Porém, ficou mais surpresa ainda quando ouviu, pela primeira vez, sobre o fato de Jen não ter as pernas, bem depois de descobrir o quanto a jovem era aficionada por esportes, e principalmente ginástica olímpica. 

Não demorou para que as duas, que moravam em estados diferentes, encontrassem uma maneira de se conhecerem pessoalmente, e logo estabelecessem uma visita anual uma à outra. 

“Em toda minha carreira na ginástica, nunca vi fazerem piruetas sem pernas! Nunca nem pensei nisso! É tão único, e é ótimo. Ela encontrou um jeito de fazer o que gosta e isso muito inspirador”, contou Dominique, como divulgado pela Globo. Foi assim que o maior ídolo de Jen Bricker, e também sua irmã, passou a admirá-la de volta.


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