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Conteúdo “obsceno”: quando Lady Gaga irritou conservadores cristãos da Coreia do Sul

A presença de uma das artistas mais aclamadas da indústria musical no país resultou na fúria de religiosos e na frustração dos fãs

Alana Sousa Publicado em 01/05/2021, às 11h00

Lady Gaga canta na posse de Joe Biden, em janeiro de 2021
Lady Gaga canta na posse de Joe Biden, em janeiro de 2021 - Getty Images

Com milhões de álbuns vendidos mundo afora, 6 prêmios Grammys e ainda 1 Oscar: Lady Gaga se tornou na última década uma das artistas mais aclamadas da indústria da música. Acumulando fãs ao redor do planeta, a cantora os chama carinhosamente de ‘Little Monsters’ (pequenos monstros, em tradução para o português).

Stefani Germanotta adotou o nome artístico Lady Gaga e conquistou o mundo. Desde que lançou seu álbum de estreia em 2008, The Fame, a compositora observa sua reputação se firmando cada vez mais, saindo dos estúdios e indo para as telas da televisão e do cinema.

Seu talento para a atuação lhe rendeu papéis importantes, como na série American Horror Story e no filme A Star is Born (Nasce uma Estrela), adaptação do clássico que trouxe na primeira versão, na década de 1950, a estrelaJudy Garland no papel principal.

Lady Gaga após receber seu Oscar, em 2019 / Crédito: Getty Images

 

Assim como sua carreira profissional é muito respeitada, suas lutas e ativismos seguem pelo mesmo caminho. Entre as pautas mais importantes levantadas por Gaga está a comunidade LGBTQIA+.

Em suas canções, a cantora sempre fez questão de ressaltar a aceitação, a necessidade por direitos iguais e a celebração das pessoas queer. Para muitos, a questão é motivo de respeito, reconhecendo Gaga como uma das figuras mais relevantes na luta contra a homofobia; já para outros, a situação é bem diferente.

Lady Gaga e a Coreia do Sul

Após lançar a notória música Born This Way, cuja letra traz mensagens fortes, como: “Eu sou linda do meu jeito, pois, Deus não comete erros. Estou no caminho certo, querido. Eu nasci assim”, incentivando a aceitação de membros da comunidade LGBTQIA+. Gaga passou a ser odiada por grupos conservadores e, muitas vezes, cristãos, que não aceitam relações homoafetivas.

Durante um discurso em sua turnê de 2012, a Born This Way Ball, ela foi banida de se apresentar na Rússia, que condena orientações sexuais diferentes das heteronormativas. Porém, outro país também se mostrou bastante descontente com a presença de Gaga em seu território.

Lady Gaga se apresentando no Grammy, em 2017 / Crédito: Getty Images

 

No mesmo ano, quando viajava o mundo performando músicas do álbum de sucesso Born This Way, a Coreia do Sul contou com protestos de opositores da compositora, que fizeram afirmações árduas contra seus concertos.

Em abril de 2012, Gaga tinha um show marcado em Seul, capital da Coreia do Sul, mas seus fãs se entristeceram com a notícia de que o evento seria destinado apenas para maiores de idade — algo que contemplava apenas uma minoria do fã clube.

A decisão foi tomada devido às manifestações de religiosos. Conforme noticiou a BBC na época, os cristãos alegavam que as músicas tinham o potencial de “contaminar” os adolescentes, além de apresentarem conteúdo “obsceno”.

O grupo autodenominado ‘Civilians Network against the Lady Gaga Concert’ (Rede de civis contra o concerto de Lady Gaga), descreveu a performance como “muito homossexual e pornográfica”, algo que os jovens não deveriam ser permitidos de assistir.

A cantora Lady Gaga - Crédito: Wikimedia Commons

 

O líder do grupo, reverendo Yoon Jung-hoon, falou com a Reuters antes do show, dizendo que a equipe cristã tomaria “todas as medidas, como boicotar o Hyundai Card [um patrocinador da turnê de Gaga] para erradicar esse tipo de cultura obscena”.

Ironicamente, enquanto os verdadeiros fãs eram mantidos fora da tão esperada turnê, o líder religioso compareceu ao evento, sob a alegação de que deveria “monitorar” as ações de Gaga no palco.


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