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De Bob Marley a Mamonas: 5 casos de músicos que 'previram' a própria morte

Desde assassinatos até desastres tumultuados, os cantores e bandas tiveram premonições misteriosas sobre fatalidades

Wallacy Ferrari Publicado em 21/02/2021, às 09h00

Bob Marley, John Lennon e Alexander 'Dinho' Alves reunidos em montagem fotográfica
Bob Marley, John Lennon e Alexander 'Dinho' Alves reunidos em montagem fotográfica - Divulgação / Wikimedia Commons

A intuição de advertência antecipada é descrita como um pressentimento — e com ele, manifestam a sensação de que presenciariam ou viveriam um evento importante. No mundo da música, não é diferente; em uma rotina repleta de shows, assédio de fãs e imprensa, frequente locomoção e acesso facilitado a coisas e locais transformam os artistas em alvos quando o assunto é premonição.

Por isso, o site Aventuras na História separou 5 casos de músicos que previram a própria morte corretamente:

1. Bob Marley

Responsável por amplificar a disseminação do reggae no mundo, o músico jamaicano também era creditado, por presentes em seu convívio íntimo, como um guru, realizando previsões sobre o futuro.

Conforme repercutido pelo site Rolling Stone, uma delas foi revelada pela mãe do cantor, Cedella Booker, no livro biográfico 'Bob Marley: Musician'; aos 24 anos, Bob revelou a amigos próximos um pressentimento de que morreria aos 36 anos de idade.

Tal fato realmente ocorreu doze anos depois. O músico descobriu um câncer de pele no final da década de 1970, desenvolvido após um ferimento adquirido numa partida de futebol. Após quatro anos de luta, o Marley faleceu aos 36 anos de idade, em 1981.


2. John Lennon

A primeira previsão foi feita durante uma entrevista em 1965, como informou o Newsweek e repercutiu a Rolling Stone, onde o membro dos Beatles afirmou que a banda acabaria morta em um acidente aéreo ou baleada por "algum louco". Além disso, a ex-secretária do grupo, Freda Kelly, afirmou ao The Guardian que Lennon não acreditava chegar aos 40 anos.

John Lennon autografa álbum de seu assassino na noite do crime / Crédito: Wikimedia Commons

 

Em 1980, o cantou já tinha 40 anos, mas não ultrapassou a previsão, visto que em 8 de dezembro daquele ano, Mark Chapman, um fã do cantor, abordou Lennon na calçada de seu apartamento, realizando 5 disparos com um revólver calibre 38. Quatro deles atingiram o cantor em cheio, estourando uma de suas artérias e resultando em uma hemorragia fatal.


3. Michael Jackson

Em julho de 2020, o jornalista Dylan Howard lançou o livro 'Bad: An Unprecedented Investigation into de Michael Jackson Cover-Up', revelando uma extensa investigação sobre a vida íntima do cantor em seus últimos anos.

“Eu temo que alguém esteja tentando me matar. Há pessoas más por todos os lados. Elas querem me destruir e tomar controle das minhas empresas. O sistema quer me destruir pelo meu catálogo… Eu não irei vendê-lo", escreveu o artista em seu diário pessoal.

Em 25 de junho de 2009, o Rei do Pop morreu vítima de intoxicação por propofol e benzodiazepina em sua residência, posteriormente julgada como assassinato causado pelo médico pessoal do artista, Dr. Conrad Murray, pela má administração dos remédios.


4. Mamonas Assassinas

No dia 2 de março de 1996, o grupo Mamonas Assassinas estava em sua cidade-natal, Guarulhos, e se preparavam para uma viagem até Brasília, onde o último show da turnê seria realizado. O tecladista Júlio Rasec aproveitou para retocar a tinta no cabeleireiro, que gravava sua visita.

Em certo momento da filmagem, Júlio revela que, na última noite de sono, previu que um avião caía. Doze horas depois, na volta de Brasília, o Learjet 25D que transportava os membros se chocou contra a Serra da Cantareira, matando todos os tripulantes e passageiros.


5. Jeff Buckley

O intérprete da versão mais famosa de Hallelujah era apontado como o próximo Elvis durante a década de 1990, principalmente após o lançamento de seu disco ‘Grace’, em 1994. No mesmo álbum, entretanto, havia uma faixa chamada “Dream Brother”.

A música, composta por Buckley juntamente com Mick Grondahl e Matt Johnson, fala sobre um afogamento de memórias, com os sentimentos levados pelo vento e ondar de um mar, até a última parte da música, onde o personagem está “desacordado na areia com o oceano o banhando”.

Coincidentemente, foi dessa mesma maneira que Jeff faleceu após aproveitar uma pausa durante uma turnê para nadar em um canal do Rio Mississippi, morrendo afogado aos 30 anos de idade em 29 de maio de 1997.


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