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Desastre aéreo: Entenda o que sabemos até agora sobre o boeing que caiu na Indonésia

Em questão de minutos após a decolagem, a aeronave sumiu do radar e desabou em alto-mar

Ingredi Brunato Publicado em 11/01/2021, às 18h00

Fotografia do aeroporto de onde o voo saiu
Fotografia do aeroporto de onde o voo saiu - Getty Images

No último sábado, 9, um avião da companhia aérea Sriwijaya Air decolou da cidade de Jacarta, capital da Indonésia, com destino para outro local do país. Havia sido uma manhã chuvosa, o que fez com que o voo fosse atrasado em meia hora — nada muito fora do comum, todavia. 

A decolagem ocorreu às 14h36. Quatro minutos depois, a aeronave fez o que se tornaria seu último contato. Não muito depois disso, ela sumiu do radar. Esse foi o primeiro sinal do acidente aéreo que se deu naquele dia, cujas proporções ainda estão sendo descobertas.  

Segundo testemunhas da tragédia, teria havido uma explosão em algum momento da queda do avião, que despencou mais de 3 mil metros dentro de apenas um minuto, de acordo com as informações iniciais. O local estimado da queda é o mar da costa indonésia mais próxima de Jacarta. 

A aeronave era um Boeing 737-500, modelo considerado altamente seguro.

Os resultados das buscas até então 

Fotografia de equipe de buscas trabalhando / Crédito: Getty Images 

 

Haviam 62 passageiros a bordo do avião da Sriwijaya Air, incluindo sete crianças e três bebês. Tanto os funcionários da companhia quanto os clientes eram todos indonésios. 

Nesse ponto de buscas, que incluem navios, helicópteros, mergulhadores e até membros do Exército, alguns restos humanos já foram encontrados, todavia as vítimas ainda não foram identificadas. Para ajudar no processo, os familiares de pessoas que estavam no avião foram instruídos a entregar registros dentários e outras amostras de DNA deles. 

Em entrevista para a BBC Indonésia, Afrida, mãe de um dos passageiros, disse que: “Se ele se foi, o que eu quero é poder trazê-lo para casa e enterrá-lo adequadamente". 

Como muitos outros cujos entes queridos estavam no voo, a mulher indonésia infelizmente já está precisando pensar a respeito do possível funeral; uma vez que as buscas não parecem indicar a existência de sobreviventes até o momento. 

A caixa-preta da aeronave — equipamento que  registra as informações do voo, assim podendo dar pistas do motivo da queda — também foi localizada flutuando no mar, o que pode acelerar as investigações. 

O piloto 

Fotografia do piloto / Crédito: Divulgação/ Endah 

 

Entrevistado pela BBC, o sobrinho do piloto Afwan, chamado Ferza Mahardhika, disse que o tio era um muçulmano devoto e “conhecido pela gentileza" no bairro em que morava. "Ele era um homem bom. Dava bons conselhos, sábios conselhos”, comentou o parente. 

Afwan, que tinha 54 anos, havia servido nas Forças Aéreas antes de se tornar piloto de aviões comerciais, o que fez em 1987, tendo portanto 33 anos de experiência na profissão quando deu seu último voo.

Na sombra de outro desastre 

Em 2018, não tanto tempo atrás, a Indonésia passou por outro desastre aéreo quando um avião da Lion Air, outra companhia local, acabou caindo apenas doze minutos após a decolagem.

A tragédia fez 189 vítimas, colocando a indústria aérea indonésia no centro de uma maré de escrutínio internacional pelas circunstâncias do acidente, que envolveu falhas de diversas partes. Houveram problemas de mal-funcionamento na aeronave, mas também erros do piloto e também da própria Lion Air. 

Esse outro acidente com poucos anos de diferença inevitavelmente puxa a memória do anterior, intensificando a perda nacional. 


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