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Estrangulador de Honolulu: o primeiro assassino em série do Havaí

Mesmo com apoio do FBI e da força-tarefa de Green River, o caso nunca foi solucionado

Victória Gearini Publicado em 27/05/2020, às 21h06

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Divulgação / Pixabay

Considerado o primeiro serial killer do Havaí, o Estrangulador de Honolulu, ou Estuprador de Honolulu, como era conhecido, nunca foi identificado pelas autoridades. Estima-se que o maníaco seja o responsável pela morte de mais de cinco mulheres da região, entre 1985 e 1986.

Vítimas do serial killer 

Segundo as autoridades, a primeira vítima conhecida do maníaco foi a esposa de um militar, chamada Vicki Gail Purdy, até então com 25 anos. No dia 29 de maio de 1985, a jovem saiu de casa para encontrar os seus amigos, sendo vista pela última vez pelo motorista de táxi que a levou até o Shorebird Hotel. 

Um dia após o seu desaparecimento, Purdy foi encontrada morta em um aterro localizado na lagoa Keehi. A perícia constatou que a vítima foi estuprada e estrangulada até a morte. Na época, seu marido Gary Purdy disse à polícia que acreditava que o caso estivesse relacionado ao trabalho da vítima, pois duas colegas do mesmo emprego haviam sido mortas no ano anterior.

Um ano depois, o serial killer voltou a atacar. No dia 14 de janeiro de 1986, Regina Sakamoto, de apenas 17 anos, teria perdido o horário do ônibus escolar, o que a fez ligar para o namorado avisando que chegaria atrasada para a aula. No entanto, o corpo da estudante foi encontrado no dia seguinte, com sinais de violência sexual e estrangulamento. 

A terceira vítima do maníaco demorou pouco tempo para ser encontrada. Denise Hughes, 21 anos, trabalhava como secretária em uma companhia telefônica, além de ser extremamente religiosa. Segundo os colegas de trabalho, no dia 30 de janeiro de 1986, Hughes não compareceu ao trabalho. Pouco tempo depois, seu corpo foi localizado em decomposição e estava embrulhado em uma lona azul. Novamente apresentava sinais de estupro e estrangulamento. 

Logo após o terceiro cadáver ser encontrado, as autoridades estabeleceram uma força-tarefa contra o serial killer, mas isso não o impediu de cometer um novo crime. Louise Medeiros, de 25 anos, desapareceu no dia 26 de março e só foi encontrada em 2 de abril, próximo ao riacho Waikele. 

A jovem morava em Waipahu, mais tinha ido até Kauai para visitar alguns parentes, após a morte de sua mãe. Medeiros desapareceu assim que desembarcou na região, o que levantou suspeitas de que o assassino tivesse passado pelo Aeroporto Internacional de Honolulu.

Sem sucesso nas buscas, as autoridades encontraram o último corpo no dia 3 de maio de 1986. A quinta e última vítima chamava-se Linda Pesce, 36 anos, e teria desaparecido durante o trajeto ao trabalho. Um dos fatores mais intrigantes deste caso foi o depoimento de um homem identificado como Howard Gay. Segundo a testemunha, um médium teria lhe falado a localização dos restos de Pesce. Após revistarem toda a ilha, a encontraram nua e com as mãos amarradas. 

Investigação sem saída 

Com a ajuda do FBI e da força-tarefa de Green River, o Departamento de Polícia de Honolulu estabeleceu uma equipe com 27 pessoas a fim de capturar o assassino. Segundo o inquérito, o Estrangulador de Honolulu atacava suas vítimas em momentos de vulnerabilidade. O relatório dizia, ainda, que o maníaco se deslocava diariamente pelas áreas dos ataques.

Segundo testemunhas, Pesce teria sido vista ao lado de um homem caucasiano. Na época, as autoridades prenderam um rapaz que batia com a descrição e alegaram, ainda, que o suspeito possuía um fetiche de amarrar suas parceiras sexuais. No entanto, após ser interrogado e reprovado em um teste de polígrafo, o homem foi liberado. 

Posteriormente, as autoridades anunciaram uma recompensa avaliada em US $ 25.000, caso alguém tivesse alguma informação que pudesse ajudar a capturar o serial killer. No entanto, diversas pistas falsas surgiram e o verdadeiro assassino nunca foi identificado. Em 2017, o caso foi representado no Casefile True Crime Podcast e, um ano mais tarde, foi exibido no canal Investigation Discovery e no podcast My Favorite Murder.


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