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Matérias / Mundo

Hashima: A ilha fantasma japonesa que virou cenário de filme do 007

A princípio uma mini cidade para funcionários criada pela Mitsubishi, a Ilha Hashima atrai muitos turistas com seu estilo "pós-apocalíptico"; confira!

Éric Moreira, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 24/12/2023, às 15h00

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Fotografia tirada na Ilha Hashima - Getty Images
Fotografia tirada na Ilha Hashima - Getty Images

Em 1887, o grupo Mitsubishi desenvolveu um projeto bastante inusitado e até mesmo ousado para a época: construiu uma mini cidade para servir de abrigo a todos os funcionários envolvidos na exploração submarina de carvão — necessário como combustível de máquinas durante a Era Meiji (1868 - 1912), um período de grande progresso e industrialização no Japão — na baía de Nagasaki. Esta é a chamada Ilha Hashima.

+ A história por trás da mansão de 1895 abandonada em ilha de Nova York

Cercada por um resistente muro quebra-mar, a ilha também é chamada pelos japoneses de Gunkanjima — o que significaria "ilha encouraçada" —, devido a sua aparência quando vista de cima, que lembra a um navio de guerra. 

Visão aérea da Ilha Hashima / Crédito: Foto por Morning Sunshine via Flickr/Wikimedia Commons

Passado sombrio

Como já mencionado, a Ilha Hashima serviu originalmente como abrigo para trabalhadores de exploração submarina de carvão. No entanto, o contexto do local é mais sombrio: para o duro trabalho de mineração, os japoneses utilizaram de mão de obra escrava chinesa e coreana — o que só acabou com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945; conforme repercute matéria do Auto Esporte.

Ainda assim, o local seguiu servindo para mineração, mesmo sem o uso de mão de obra escrava, até 1974, quando as reservas naturais de carvão da região foram consideradas esgotadas. Foi então que a população que ali vivia — que chegou a ter mais de cinco mil pessoas — rapidamente deixou a ilha; ao longo de décadas, a ilha fantasma foi ficando cada vez mais em ruínas, o que eventualmente começaria a atrair atenção de turistas.

Ruínas na Ilha Hashima / Crédito: Getty Images

Desde o fechamento da ilha e saída dos habitantes, o local ficou estritamente proibido à visitação. Foi só a partir de 2009 que visitas foram reabertas. Vale mencionar ainda que é necessário um exame de saúde para fazer a visita, visto que o mar que cerca a ilha não é dos mais calmos, além de condições climáticas igualmente duras. Confira o site oficial da ilha para mais detalhes.

A ilha fantasma

Hoje, a Ilha Hashima é um prato cheio para aqueles que apreciam atrações como sítios urbanos abandonados, como também ocorre com Chernobyl. Seus mais de 40 mil metros quadrados contam com prédios residenciais abandonados e várias outras instalações necessárias para suprir as demandas da população que viveu ali por décadas.

Além disso, outro fator que potencializa a sensação de abandono do local é o fato de que, com o tempo, as ruínas foram tomadas pela natureza, o que só aumentou o ar pós-apocalíptico dali. O cenário é tão impressionante que, em 2012, foi lançado o filme '007 - Operação Skyfall', que teve algumas de suas cenas filmadas nos destroços de Hashima.

Fotografia tirada em meio a destroços na Ilha Hashima / Crédito: Getty Images

Por fim, conforme descrito pelo site Autoesporte, em 2015 a Ilha Hashima se tornou patrimônio mundial da Unesco, sendo assim considerada ainda hoje.

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