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Sadismo e canibalismo: Albert Fish, o terrível Vampiro do Brooklyn

Perseguindo crianças, Fish se tornou um dos mais macabros serial killers dos Estados Unidos

Pamela Malva Publicado em 03/04/2020, às 15h00

Albert Fish, conhecido como Vampiro do Brooklyn
Albert Fish, conhecido como Vampiro do Brooklyn - Wikimedia Commons

A infância pode ser um fator decisivo na personalidade de uma pessoa. Dependendo de como alguém passa os primeiros anos de vida, todo o resto pode ser colocado em cheque. Foi exatamente isso que aconteceu com Albert Fish.

Durante sua vida, Albert ganhpi diversos apelidos, graças a seus crimes e vícios medonhos. No final, o homem, que era um dos maiores serial killers dos Estados Unidos, ficou conhecido como o Homem Cinzento, Lobisomem de Wysteria, Maníaco da Lua e Vampiro do Brooklyn.

Muito da personalidade psicopata de Albert pode ser explicada por traumas adquiridos enquanto ele ainda era criança. Quando nasceu, no ano de 1870, em Washington DC, EUA, seu pai já estava com 75 anos. Isso fez com que o garoto ficasse órfão ainda muito cedo.

Depois da morte, ele passou a viver em um orfanato, onde tudo piorou. Lá, Fish apanhava e era chicoteado com frequência. Com o tempo, percebeu que quanto mais sofria agressões, mais gostava delas — notou, aí, suas inclinações sadomasoquistas.

Na adolescência, quando já tinha voltado a morar com a mãe, que conseguira um emprego estável, Albert conheceu um garoto. Os dois tiveram uma relação e, nesse momento, Fish foi apresentado ao mundo da coprofagia (prática de comer fezes).

Ao reparar, então, em sua atração por garotos, ele passou a frequentar banheiros públicos masculinos, com o intuito de observar meninos enquanto se trocavam.

Perto dos 30 anos, sua mãe apresentou-lhe a uma mulher, com quem Albert se casou e teve seis filhos. Mesmo comprometido, o homem continuou a ter relações homoafetivas extraconjugais que funcionavam à base do sadomasoquismo. Nessa época, trabalhando como pintor, ele abusava de meninos mais novos — de preferência menores de seis anos, em sua maioria deficientes ou negros.

Cada vez mais, seu sadismo aumentava e ele desenvolvia interesses mórbidos como castração, automutilação e mutilação sexual. Por algumas vezes até praticava tais atos nas crianças que sequestrava e abusava.

Albert Fish, assassino que praticava canibalismo com as vítimas / Crédito: Wikimedia Commons

 

Em meados de 1917, sua esposa o deixou para viver com outro homem. Abandonado, Albert viu sua saúde mental ir por água abaixo. Foi nesse momento que ele começou a ouvir vozes, fazendo jus ao histórico de alucinações e psicoses religiosas presente em sua família.

Tornando-se mais sádico e interessado no prazer proveniente da dor, o homem passou a praticar diversos atos agressivos contra si próprio, como cravar agulhas em sua pélvis — em uma visita à emergência, os médicos descobriram, em um raio-x, cerca de 29 agulhas alojadas em seu corpo.

Albert chegou a enfiar um algodão embebido em álcool em seu ânus, colocando fogo em seguida. Na mesma época, ele descobriu seu gosto por carne humana e começou a sentir o desejo de praticar canibalismo.

Raio-x com agulhas na pélvis de Albert Fish / Crédito: Divulgação

 

Em 1927, aos 57 anos, o Vampiro do Brooklyn sequestrou Billy Gaffney, um garotinho de 4 anos. Com o pequeno em mãos, Fish o torturou, mutilou e esquartejou para, então, cozinhar e comer partes de seu corpo.

Logo depois veio o crime que seria seu fim. Em 1928, Albert leu um anúncio no jornal, feito por Edward Budd, um jovem de 18 anos que procurava emprego. O assassino se interessou rapidamente pelo garoto e foi fazer-lhe uma visita. Já na casa de sua futura vítima, o homem conheceu a irmã mais nova de Edward, a pequena Grace, de 10 anos.

Sob a desculpa de que iria contratar o garoto, Albert conquistou a confiança da família. Em uma tarde, convenceu os pais de Grace a deixarem que ela o acompanhasse em uma festa. Depois desse dia, a menina nunca mais foi vista por seus familiares.

O assassino ficou impune por seis anos, quando seu retrato falado foi divulgado pela polícia. Ele, então, decidiu mandar uma carta para os pais de Grace, narrando passo a passo do crime terrível que havia cometido — desde o momento em que decidira sequestrar e comer a carne de Grace, até os detalhes do esquartejamento e cozimento.

PRISÃO

Albert foi encontrado em casa. Ele tentou reagir à prisão com uma navalha, mas acabou sendo capturado pelos policiais. Já na cadeia, em sua confissão, assumiu ter cometido diversos assassinatos e descreveu todas as vezes que cozinhou a carne de criança das crianças que sequestrou — no total, o assassino disse ter matado pelo menos 23 e molestado mais de 400 menores.

Albert Fish preso à cadeira elétrica em 1936 / Crédito: Divulgação

 

Mesmo com a confissão, Fish foi julgado apenas pela morte de Grace. Em seu julgamento, que aconteceu em 1935, ele declarou insanidade e foi condenado à morte por cadeira elétrica. A sentença foi executada em janeiro de 1936, quando o assassino tinha 66 anos.


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