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Na cadeia, Suzane Von Richthofen foi alvo de atentado pelo PCC, revelou biografia não autorizada

Ao entrar na prisão, a 'fama' da criminosa chamou atenção das colegas de pavilhão

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 23/09/2021, às 15h05

Suzane von Richthofen durante entrevista em 2015
Suzane von Richthofen durante entrevista em 2015 - Divulgação / RecordTV

Em novembro de 2002, Suzane Von Richthofen chocou o Brasil após, com a ajuda do namorado e seu irmão, abrir a mansão onde morava e arquitetar um assassinato que vitimou os próprios pais. 

Angariando a cobertura dos principais veículos de imprensa nacionais, o caso chamou atenção pela meticulosidade da jovem, na época com apenas 19 anos, ao organizar um falso latrocínio e manipular narrativas.

Pelos atos contra a vida dos pais, a jovem foi condenada a 39 anos de detenção, tendo a sentença anunciada na madrugada de 22 de julho de 2006. Apesar da condenação, se engana quem acredita que a trajetória de Suzane se encerrou atrás das grades.

Conforme coberto pelo jornalista Ullisses Campbell e relatado pelo jornal Correio Braziliense, as tentativas de manipulação após a prisão tiveram como os alvos envolvidos em sua investigação, condenação e até mesmo internos nas prisões onde esteve instalada, enfrentando episódios insólitos para manter sua integridade.

Suzane contra o PCC

No período em que Penitenciária Feminina da Capital, a jovem foi enfrentada por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que tinha o domínio do local. Diante da repercussão do crime, chegou a ser vítima de intimidação e extorsão, mas não cedeu, sendo alvo em uma rebelião.

De acordo com o biógrafo, Suzane seria assassinada junto de outra detenta, identificada como Aurinete Félix da Silva, esposa de César Augusto Roriz Silva, o Cesinha, que auxiliou na fundação do PCC, mas havia migrado ao Terceiro Comando da Capital. As mortes visavam dar visibilidade a facção, para demonstrar poder.

No dia do ato, ela conseguiu convencer uma agente penitenciária a escondê-la em um almoxarifado, se trancando em um armário. Mesmo quando foi localizada no móvel, a dificuldade para abrir a porta de ferro ou deslocar a peça dificultou a tentativa, fazendo as rivais desistissem.

Apesar da tentativa frustrada, uma das integrantes da facção criminosa tentou uma investida íntima com Suzane. Apelidada de Maria Bonita tornou-se a rival de Von Richthofen.

Fotografia de Suzane deixando prisão / Crédito: Divulgação / TV Vanguarda

 

Disputa interna

Natural de Paulo Afonso, município na Bahia, ela era conhecida como parceira da líder do PCC na prisão, Quitéria Silva Santos, que morreu na rebelião onde Suzane era o alvo principal, segundo a obra. Iniciou uma série de ameaças de morte contra a garota paulista — inclusive fora da Penitenciária Feminina da Capital.

As duas se reencontraram na Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto, onde teve de formalizar uma denúncia à direção do presídio para evitar o cruzamento constante com a rival, temendo um ataque repentino. O pedido resultou na transferência de pavilhão de Maria Bonita.

Os problemas com a principal facção do estado de São Paulo só diminuíram quando a sentença de Richthofen foi concluída, passando a cumprir a pena em Tremembé, onde permanece até os dias atuais.


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