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Matérias / Osama Bin Laden

Como foi a morte de Osama Bin Laden em 2011

O dia em que o governo norte-americano eliminou o responsável pela organização do atentado de 11 de setembro

Redação Publicado em 02/05/2021, às 00h00 - Atualizado em 02/08/2022, às 09h35

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Local de morte de Osama Bin Laden, em Abbottabad, e fotografia do líder terrorista - Wikimedia Commons/Getty Images
Local de morte de Osama Bin Laden, em Abbottabad, e fotografia do líder terrorista - Wikimedia Commons/Getty Images

Na segunda-feira, 1°, o presidente dos EUA, Joe Biden, confirmou o óbito de Ayman al-Zawahiri, líder e um dos fundadores da organização Al-Qaeda. O episódio se deu numa operação da CIA em Cabul, no Afeganistão, no sábado, 30.

De acordo com informações do G1, o egípcio al-Zawahiri foi um dos responsáveis por liderar os ataques de 11 de Setembro de 2001, nos EUA. Com isso, após a execução de Osama Bin Laden por parte das tropas americanas, ele passou a ocupar a posição de líder da organização extremista.

"Por décadas [al-Zawahiri] foi um mentor contra os norte-americanos", disse Joe Biden durante comunicado ao vivo. "[Ele deixou uma] trilha de assassinatos e violência contra os cidadãos dos EUA."

Assim, fica a dúvida: como foi a morte de Bin Laden em 2011?

O atentado terrorista contra o World Trade Center acabou reverberando em diversos aspectos da sociedade estadunidense, impulsionando não apenas a criação de dezenas de produtos culturais que referenciam os ataques, mas também comportamentos diferentes por parte da população norte-americana. 

Segundo o psicólogo Bernardo J. Carducci afirmou em seu livro "A psicologia da personalidade: pontos de vista, pesquisa e aplicações", nos anos seguintes à tragédia do World Trade Center houve um aumento de engajamento dos estadunidenses na vida doméstica e na religião, além de maior número de expressões de patriotismo.

Um outro detalhe curioso é que até hoje muitos estadunidenses consideram "11 de setembro" uma data maldita. 

A execução de Osama Bin Laden em 2011, após uma década sendo o inimigo número 1 dos Estados Unidos, proporcionou assim o esperado desfecho de que o país precisava. O líder da Al-Qaeda escondia-se então no Paquistão, e foi surpreendido por tropas especializadas. 

A morte de Bin Laden foi resultado da Operação Lança de Neptuno, uma articulação dos SEAL da Marinha dos EUA, um grupo militar de elite. Após tentativas falhas de capturar o extremista, a CIA encarregou a missão a um especialista em Oriente Médio. Com a investigação de suspeitos de trabalharem para Bin Laden, os militares foram levados para Abbottabad, onde se descobriu o paradeiro do saudita.

Assim, foi elaborado um plano de invasão do complexo em que Osama estava, com o objetivo inicial de capturá-lo vivo. A casa era autossuficiente, com queima de lixo interno e sem saída de pessoas: parecia impossível entrar.

Câmeras e satélites

Fortaleza de Bin Laden / Crédito: Wikimedia Commons

Porém, por meses, investigações através de câmeras e satélites não conseguiam comprovar que o homem que vivia em Abbottabad era realmente Bin Laden, porém, com cooperação do Paquistão, eles criaram base suficiente para acreditar numa invasão da fortaleza. Com uma maquete em tamanho real da casa, agentes da SEAL treinavam planos de ocupação, que eram sigilosos e exclusivos à CIA.

Após diversas reuniões com Barack Obama e círculos de inteligência e guerra, foi discutida a autenticidade da identidade do homem de Abbottabad, até que, em maio de 2011, deu-se início ao processo.

Com helicópteros de reforço, para a segurança dos estadunidenses em território estrangeiro, um trajeto conclusivo foi traçado, com auxílio do Serviço Especial da marinha britânica. 23 SEALS (mais reservas), quatro helicópteros (Black Hawk e Chinook), um tradutor e um cão farejador foram dispostos para saírem do Afeganistão e chegarem ao local.

O plano era: os Hawk-1 iriam pairar sobre o complexo e os SEALs, desceriam por cordas, invadindo a fortaleza, enquanto outros ficariam de tocaia no perímetro. Mais seis operadores e o líder do projeto subiriam o telhado.

Rapidamente os planos encontraram obstáculos: o helicóptero não conseguiu permanacer no ar e caiu no interior do complexo (enquanto tudo era acompanhado na Casa Branca por Obama, Biden, Clinton e sua equipe). O outro Hawk pousou ao lado da fortaleza, sendo enviado um dos Chinooks reserva.

Com o reforço, foi possível invadir a casa, e iniciar as buscas por Bin Laden. Inicialmente, as autoridades executaram seu filho Khalid, e então Abu Ahmed e Abrar Kuwaiti, que trabalhavam como mensageiros.

A operação durou cerca de 40 minutos, resultando na morte de Osama Bin Laden ao invés de sua captura. No entanto, segundo o relato de Mark Owen (pseudônimo de operação de Kevin Maurer) no livro Não Há Dia Fácil, o terrorista sequer resistiu à invasão de seu quarto. Além disso, também foi relatado que seu fuzil AK-47 estava guardado e sem balas.

Bin Laden teria sido abatido inicialmente com um tiro que rasgou seu rosto, disparado pelo primeiro militar que entrou no cômodo. Depois, Owen entrou e se deparou com o homem caído e sangrando. Em seguida, ele levou um último tiro, que o matou. Os agentes coletaram amostras de DNA do corpo, para confirmar identidade, no entanto, uma criança que estava no complexo afirmou se tratar do líder da Al Qaeda.

Os helicópteros Chinook embarcaram operadores e apreensões, e o cadáver do extremista foi tratado como troféu. Os EUA não pretendiam se manter mais tempo no Paquistão: poderia causar ainda mais atrito num local que não estava em guerra.

A invasão, considerada ilegal, foi relevada pelo governo. Os SEALs chegaram a Jalalabad, Afeganistão, em 90 minutos, sendo encaminhados para a Base Aérea de Bagram via helicóptero (Hercules c-130). O corpo do criminoso foi pesado, fotografado e analisado.

Todavia, a morte de Bin Laden levantou suspeita. Isso porque muitos não acreditavam que o episódio teria acontecido. Organizações como a Irmandade Muçulmana e alguns jornais divulgaram teorias conspiratórias dizendo que a operação teria sido mentirosa. O mistério só foi confirmado dias depois, quando a Al Qaeda divulgou uma nota de luto confirmando o assassinato do líder.

Equipe do presidente Obama acompanha operação / Crédito: Wikimedia Commons

Sem nações que quisessem sepultar o cadáver, Bin Laden foi velado segundo as tradições muçulmanas e sepultado no Mar Arábico, ao ser lançado de um helicóptero envolto em toalhas brancas.

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