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Matérias / McDonals

O Big Mac que se tornou 'artefato histórico' na Islândia

O Big Mac, um dos mais famosos sanduíches do mundo, já chegou a ser acompanhado 24 horas com câmera de vigilância

Wallacy Ferrari Publicado em 30/06/2022, às 18h32

Big Mac e fritas expostas em vidro - Divulgação / YouTube / Snotra House
Big Mac e fritas expostas em vidro - Divulgação / YouTube / Snotra House

O McDonald's, consolidado como a maior rede de fast food do mundo ao abrigar suas unidades em quase 120 países, chamou atenção no primeiro semestre de 2022 ao anunciar o fechamento de todas suas filiais no território da Rússia, visando cooperar com as sanções impostas ao país devido a invasão militar que culmina na guerra contra a Ucrânia.

Por lá, a rede americana contava com centenas de unidades, chegando a causar filas ao anunciar a retirada e até mesmo com cidadãos russos estocando sanduíches. Em outro país da Europa, no entanto, a saída do McDonald's simbolizou um marco comercial histórico.

Na Islândia, a rede chegou em 1993, mas enfrentou, ao longo de duas décadas uma série de problemas logísticos devido a localização dificultada em meio a extremos climáticos.

De acordo com o portal Atlas Obscura, a rede tinha de importar ingredientes para reproduzir o famoso cardápio, os trazendo da Alemanha. Em 2008, no entanto, com o colapso econômico norte-americano, a rede se viu de mãos atadas em relação a sua atuação no país. Os custos operacionais aumentaram e a moeda islandesa perdeu valor, obrigando o McDonald's a aumentar os preços de maneira notável.

Tal aumento faria com que o padrão de preço acessível e atendimento rápido perdessem a configuração no país, resultando na queda da qualidade de serviço que a tornou reconhecida mundialmente. Dessa forma, no ano de 2009, uma decisão que partiu da matriz estadunidense optou por encerrar todas as atividades na Islândia.

Achado bizarro

No ano de 2012, um homem islandês identificado como Hjörtur Smárason averiguava sua garagem quando encontrou um saco de papel com a identificação do extinto restaurante. Ao abrir, com certo receio, esperava um lanche completamente decomposto; encontrou um hambúrguer e fritas com aparência intocada, provavelmente esquecidos pelo homem no local.

Big Mac e fritas expostas em vidro / Crédito: Divulgação / YouTube / Snotra House

Dessa maneira, ele tornou-se o detentor do último Big Mac do país. A descoberta, comemorada e enaltecida por veículos de imprensa local, misturou o tom cômico do produto com um marco da economia local com a globalização, visto que já abrigou grandes multinacionais no país.

O lanche, por sua vez, foi repassado ao Museu Nacional da Islândia, onde era exibido para visitantes, e foi movido para o Snotra House, onde conta com proteção de vidro isolando a entrada de bactérias, e até mesmo contou com acompanhamento por um circuito interno de câmeras de segurança.

Smárason se orgulha do achado bizarro: “Não acho que não comer um hambúrguer seja a coisa mais notável que já fiz, mas se você fizer uma pesquisa de imagens pelo meu nome, verá principalmente fotos de um hambúrguer antigo”, disse ele, conforme repercutido pelo Atlas Obscura.