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Matérias / Rússia

O escândalo que envolveu o suposto ‘palácio’ de Putin

Grande palácio, 39 vezes maior que o principado de Mônaco, estaria avaliado em R$ 7,2 bilhões

Redação Publicado em 03/07/2022, às 08h00

Navalny denuncia mansão de Putin - Divulgação/Youtube/DW News
Navalny denuncia mansão de Putin - Divulgação/Youtube/DW News

Um vinhedo, um cassino e um um complexo de hóquei no gelo subterrâneo, são alguns dos luxos apresentados em uma reportagem divulgada em 19 de janeiro do ano passado, a qual expõe que o presidente da Rússia, Vladmir Putin, teria uma propriedade avaliada em US$1,37 bilhão.

O extravagante palácio localizado na cidade de Gelendzhik, no Mar Negro, teria o valor de R$ 7,2 bilhões e, segundo a reportagem, foi conseguido através de fundos ilícitos. A acusação foi feita por Alexei Navalny, um blogueiro com milhões de seguidores, que se candidatou às eleições de 2018, mas foi impedido por uma condenação por peculato que ele descreve como advinda de motivações políticas. Desde então, ele se tornou um dos principais opositores do Kremlin.

Alexei Navalny ainda alegou que os funcionários federais possuem palácios guardados na costa do Mar Negro. De acordo com a BBC News Brasil, ele afirmou que a grande propriedade foi paga com "o maior suborno da história".

Palácios ilícitos

As reportagens realizadas por jornalistas investigativos alegam que oligarcas do petróleo e bilionários forneceram os fundos ilícitos para a construção do palácio que possui um porto particular, uma igreja própria, um sistema particular de segurança, uma zona de exclusão aérea e um posto de controle de fronteira.

Navalny também alegou que a residência é rodeada por cerca de 70km quadrados de terreno do Serviço de Segurança Federal da Rússia (FSB). Além de descrever que o local é 39 vezes maior que o principado de Mônaco.

É um Estado separado dentro da Rússia", acrescenta. "E nesse Estado existe um único czar insubstituível: Putin.", disse Navalny no vídeo. 

O Kremlim negou o pertencimento da propriedade ao presidente. Dmitry Peskov, porta-voz da presidência da Rússia, negou as acusações aos funcionários federais e, em janeiro, alegou que todas as informações do vídeo eram "falsas" e que o presidente declara todos os seus bens anualmente.

Isso é puro absurdo e... não há nada mais nisso.", disse. "Todas essas afirmações são absolutamente infundadas".

Envenenamento

Navalny, o principal opositor de Putin hoje, foi preso antes da publicação do vídeo denunciativo, no aeroporto de Moscou, quando retornava da Alemanha por violação dos termos de uma pena suspensa (sursis) por fralde, que ele recebeu em fevereiro de 2014.

Em agosto do ano passado, ele entrou em coma após um envenenamento pelo agente químico novichok. Eles passou meses na Alemanha para se recuperar da contaminação que ocorreu na região russa da Sibéria.

O blogueiro já conseguiu que alguns de seus apoiadores fossem eleitos para conselhos locais na Sibéria em 2020. Ele finalizou o vídeo incentivando as pessoas a irem às ruas:  "Se 10% dos insatisfeitos forem às ruas, o governo não se atreverá a falsificar as eleições", disse Navalny, que ianda hoje está preso.