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O inacreditável descoberta do nodossauro bem preservado

O estado de preservação em que o dinossauro foi encontrada assombra pela aparência

Caio Tortamano Publicado em 16/08/2020, às 07h00

Nodossauro encontrado em perfeitas condições
Nodossauro encontrado em perfeitas condições - Wikimedia Commons

Os trabalhadores de uma mina em Alberta, no Canadá, tiveram uma enorme surpresa enquanto faziam uma obra no local chamado Millenium Mine em 2011. Shawn Funk era apenas um operador de uma furadeira quando, enquanto escavava, percebeu uma pedra incomum.

Na verdade, a tal pedra que Funk havia encontrado se tratava de um nodossauro — o mais bem preservado a ser encontrado até os dias de hoje. A fossilização foi tão presente neste ser, que uma camada de pele pode ser observada acima de sua carapaça, que servia como uma "armadura", protegendo também o crânio.

Quem observa o fóssil, atualmente exposto no Royal Tyrrell Museum, também em Alberta, se surpreende com o achado. A preservação da carcaça faz parecer que você está de frente para o dinossauro exatamente do jeito que era no final do Cretáceo. O estado quase perfeito só foi possível graças ao sepultamento submarino a que foi submetido, sem ter as causas exatamente reveladas.

Possível causa da morte

No entanto, muitos acreditam que o nodossauro provavelmente morreu em um rio, puxado para as profundezas. Para piorar o sofrimento nos últimos momentos de vida do dinossauro, ele foi levado pela água de barriga para baixo, causando um afogamento lento. Uma vez que seu pesado corpo alcançou o leito, a lama cobriu os seus restos, se infiltrando pela pele e "armadura", a preservando no estado que vemos hoje.

Nodossauro exposto no museu canadense / Crédito: Wikimedia Commons

 

Geralmente, na maior parte dos fósseis o que sobra não ossos e dentes, e raramente minerais substituem tecidos mais frágeis antes de apodrecerem  — exatamente o que aconteceu com o nodossauro, criando uma espécie de camada protetora acima da armadura. O resultado é praticamente toda essa estrutura preservada.

Preservação

Outra característica gritante nesse exemplar é a similaridade que apresenta em relação a como deveria ser em sua era. Por exemplo, outros fósseis preservados como o de dinossauros com penas encontrados na China foram esmagados com a ação do tempo, outros na América do Norte se apresentam secos por terem sido expostos ao Sol — embora ainda bem preservados.

Porém, tirar o dinossauro de sua prisão secular representou um verdadeiro trabalho. A primeira parte consistiu em remover um pedaço enorme de pedra que abrigava o fóssil, dessa forma seria mais fácil de retirá-lo, mas isso não se mostrou verdade, uma vez que a rocha cedeu no momento em que foi erguida.

Com isso, as ossadas acabaram se despedaçando e foi descoberto que a parte interna do fóssil não conseguia sustentar o próprio peso. Os arqueólogos do museu em que viria a ficar exposto tiveram que trabalhar duro para salvar o impressionante artefat. Assim, embrulharam os fragmentos em gesso, enquanto o resto do corpo era sustentado com estopa ao invés de madeira, para suavizar a ação do suporte nos frágeis restos.

Simulação de como seria em vida / Crédito: Wikimedia Commons

 

O dinossauro  viveu entre 110 a 110 milhões de anos atrás, caminhando por onde estão localizadas atualmente Ásia, Europa, América do Norte, África e Antártida. Na sua dieta constavam basicamente plantas, já que era um herbívoro, e apesar de não contar com a cauda espinhenta como a de seu primo para se defender, utilizava espinhos que saíam de seus ombros combinados com sua massa de mais de uma tonelada e seus 5 metros e 40 centímetros.

Além de ser impressionante para visitantes, é também significativo para pesquisadores, já que o fóssil foi um achado de uma nova espécie de nodossauros, que são parentes muito próximos dos conhecidos anquilossauros.

 


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