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Os pais que indenizaram o filho após descartarem sua coleção pornográfica

Quando deu falta do seu acervo de material adulto, um americano decidiu processar os próprios pais — e venceu

Redação Publicado em 08/01/2022, às 09h00

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Imagem ilustrativa - geralt, via Pixabay

Um caso muito peculiar chamou a atenção dos Estados Unidos — e até mesmo do mundo — no final de 2020. Isso porque um homem havia acabado de ganhar um processo contra os próprios pais por eles terem descartado sua coleção de pornografia.

David Werking foi o protagonista dessa história, que aconteceu no estado de Michigan. Aos 43 anos, o americano voltou a morar com os pais por cerca de dez meses após passar por um divórcio e levou com ele tudo o que possuía — incluindo um arsenal de conteúdo adulto.

No entanto, quando saiu da residência da família novamente, mudando-se para o estado americano de Indiana, percebeu que o acervo de material +18 não estava mais com ele, o que fez com que David percebesse o destino da coleção.

A verdade foi que os pais dele deram um fim ao conjunto que o homem vinha acumulando há anos e que valia muito dinheiro, embora tivesse sido considerado inútil para seus progenitores, que decidiram descartá-lo sem consultar o filho.

Segundo o homem, quando foi questioná-los sobre o que havia acontecido com o material adulto que acumulava, recebeu a seguinte resposta de seu pai, Paul: "Francamente, David, eu te fiz um grande favor se livrando de tudo isso".

Depois de se dar conta de que não havia recebido de volta sua coleção de filmes e revistas pornográficos, objetos sexuais e outros artefatos de mesma conotação, ele decidiu que abriria um processo contra os pais.

E ele não apenas moveu uma ação contra os parentes na Justiça dos Estados Unidos, como também ganhou. O processo foi julgado em 2020 e as repercussões do caso chegaram a durar até o ano passado.

Durante o julgamento, foi ressaltado que a coleção contava com revistas, filmes e objetos +18 que possuíam um elevado valor, chegando a até US$ 29 mil, o que equivale a cerca de R$164 mil, segundo a cotação atual.

De acordo com o site local M Live, o juiz do processo avaliou o material como "um tesouro de pornografia e uma série de brinquedos sexuais", que consistia em cerca de 1.605 DVDs e fitas VHS e ao menos 50 brinquedos sexuais.

Especialmente devido ao elevado valor agregado do acervo de Werking, ele afirmou que os pais não poderiam simplesmente desfazer-se dele, ainda mais sem consultá-lo e apenas o informando quando confrontados.

Na ação, os pais do homem afirmavam que poderiam jogar os artefatos fora porque eram os pais dele, argumento que foi contestado pelo juiz, pois não existe lei nos Estados Unidos que dê autorização a familiares para descartarem propriedades dos filhos.

Com a decisão do juiz em favor de David, as duas partes tiveram alguns meses para entrar em acordo, com a intenção de entender o valor exato dos itens e definir qual seria a quantia a ser recebida pelo prejuízo.

Como relatou a Associated Press em agosto de 2021, oito meses após terem perdido a ação para o filho, a decisão do caso foi que o americano deveria receber uma indenização de mais de US$ 30 mil, cerca de R$ 170 mil, de acordo com a cotação atual, dos pais.

Além da indenização, os parentes de David também foram condenados a desembolsar um valor de US$ 14,5 mil, mais ou menos R$ 82 mil, que deverá ser dado ao advogado do filho.


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