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"Nem sei o motivo para ele subir no palco": os traumáticos últimos shows de Elvis Presley

Em seus últimos anos de vida, o Rei do Rock vivia uma miríade de problemas pessoais

Ingredi Brunato Publicado em 13/01/2021, às 10h06

Fotografia do astro
Fotografia do astro - Wikimedia Commons

Elvis Presley foi uma das maiores lendas da música. Eternizado na História como “Rei do Rock”, o artista foi responsável por revolucionar a música. Todavia, como muitos outros cantores de sucesso, infelizmente o ídolo acabou tendo sua vida interrompida de forma precoce, devido a uma overdose. O ano era 1977, e Elvis tinha 42 anos de idade. 

Durante aqueles últimos anos de sua vida, todavia, o Rei estava passando por diversas crises de cunho pessoal, uma das primeiras delas sendo seu divórcio da esposa Priscilla em 1973.

Nos três anos anteriores à overdose que tirou sua vida, ainda, a saúde do ídolo parecia estar cada vez pior: ele sofreu de problemas no fígado e no intestino, além de precisar lidar com um glaucoma e a pressão alta. 

Túmulo de Elvis em Graceland / Crédito: Wikimedia Commons

 

Presley também possuía problemas para dormir e crises de sonambulismo, o que, somado a todo resto, fez com que passasse a tomar um grande número de drogas prescritas. Ganhou muito peso nesse período - o que não passou batido perante a mídia, vale dizer.

Seu médico, chamado Dr.Nick, deu uma entrevista posterior ao The Guardian em que abordou a dependência de remédios desenvolvida pelo ídolo: “Ele achava que, obtendo as drogas com um médico, não seria um viciado comum, como os que compravam substâncias na rua”, contou. 

Vida balançada  

O Rei do Rock deu seu melhor para não deixar as crises pessoais abalarem sua carreira artística, mas a mistura das duas era inevitável. 

Segundo o jornalista Tony Scherman, no início de 1977 Elvis era: “uma caricatura grotesca de seu antigo eu elegante e enérgico. Extremamente acima do peso, sua mente estava embotada pela farmacopéia que ele ingeria diariamente, e ele mal conseguia aguentar até o final de seus concertos abreviados”. Suas palavras foram repercutidas pela Far Out Magazine. 

Já no documentário “Elvis: The Searcher”, produzido pelo canal HBO e levado ao ar no ano de 2018, o escritor Nik Cohn deu outro parecer, mostrando o esforço por trás das performances dadas pelo artista no período: “Ele sofria muito, mas ainda oferecia muito prazer ao público. Ele saía do palco e desmaiava, mas os fãs saíam felizes, espiritualmente abençoados”. 

Entre 1974 e 1977, Presley teria até mesmo feito mais de 600 shows consecutivos em um mesmo local, o Hotel International. 

“No último ano, ele estava farto. Nem sei o motivo para ele subir no palco. É difícil de assistir”, confessou Priscilla, ex-esposa do cantor, segundo divulgado em 2020 pelo site britânico Express UK.  

Última aparição pública 

Fotografia de Elvis Presley em uma de suas últimas aparições / Crédito: Divulgação 

 

Em 27 de junho de 1977, o Rei do Rock subiu ao palco pela última vez no Market Square Arena, uma área de shows que foi posteriormente demolida, mas que até hoje mantém uma homenagem ao ídolo. 

Embora tenha começado sua performance com uma hora e meia de atraso, Presley estava mais energético que o normal naquele dia. Cantou alguns de seus maiores clássicos para a multidão de 18 mil fãs em êxtase, finalizando com a canção "Can’t Help Falling in Love with You". Então ele se despediu com a frase “Nos encontraremos de novo, Deus os abençoe, adiós". 

Se o artista estava certo ou errado sobre esse próximo encontro, todavia, vai da crença de cada um a respeito do que ocorre após a morte. Isso porque em agosto daquele ano, ele foi encontrado inerte por sua esposa no banheiro do quarto. Havia 14 substâncias em seu sistema, e sua causa de morte foi determinada como ataque cardíaco.


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