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Pesquisadores desvendam naufrágio do navio mais antigo dos EUA

Em sua última viagem, a embarcação foi vítima de uma tempestade, e seus destroços ficaram desaparecidos depois da colisão

Gabriel Fagundes Publicado em 30/03/2020, às 12h48

O esqueleto do navio que naufragou há quase 250 anos em uma praia do Maine
O esqueleto do navio que naufragou há quase 250 anos em uma praia do Maine - Divulgação/ Registros de naufrágios americanos

Após uma tempestade nor'easter — que ocorre quando ventos de regiões costeiras do Nordeste dos Estados Unidos e do Canadá Atlântico atacam a costa atlântica do EUA —, pesquisadores se depararam com destroços na praia de Short Sands, perto de York, no Maine, do navio mais antigo do país.

Ele foi construído antes da Guerra da Independência Americana e, por isso, A Comissão de Preservação Histórica do Maine o classificou como sítio arqueológico. A descoberta, que foi realizada em 2018, acabou sendo desvendada agora por pesquisadores.

Para o pesquisador Stefan Claesson, a embarcação — que teve seus restos encontrados ocasionalmente por conta das areias movediças do sul do Maine —, data de meados do século 18, de acordo com um relatório do Seacoast Online.

De acordo com o que Claesson e sua equipe avaliaram, o casco do navio mede cerca de de 15,24 metros, porém quando ainda estava intacto poderia ter sido ainda maior, chegando aos 18,29 metros."Eu acredito que é o saveiro Desafio”, disse Stefan. 

Os restos da embarcação / Crédito: Registros de naufrágios americanos


A maior parte do naufrágio consiste no fundo do casco. Para saber a datação da madeira os Pesquisadores da Universidade de Cornell usaram técnicas de dendrocronologia, que permitiu descobrir que o casco veio de árvores cortadas de 1753.

Além disso, a última jornada que o navio fez de Salem, Massachusetts até Casco Bay, em Portland, Maine, carregando uma tripulação de quatro pessoas, farinha, carne de porco e outros suprimentos. Foi nesse momento que ele atingiu as rochas em Cape Neddick durante uma tempestade. A tripulação sobreviveu, mas ele ficou desaparecido depois dessa colisão.

Agora que o navio foi encontrado espera-se que a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA), o órgão federal responsável pelo planejamento e mitigação de desastres nos Estados Unidos, ajude a proteger seus escombros. Mais pesquisas estão sendo realizadas por Claesson e sua equipe para que a história completa dos destroços seja conhecida.