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Sem arrependimentos: Timothy McVeigh, o homem que chocou os EUA

Atentado que ocorreu em 1995 só teve um desfecho dois meses antes do fatídico 11 de setembro de 2001

Fabio Previdelli Publicado em 09/05/2021, às 10h00

Mugshot de Timothy McVeigh
Mugshot de Timothy McVeigh - Getty Images

Durante algumas décadas, o mundo presenciou alguns atentados terroristas aos Estados Unidos. O mais emblemático de todos ocorreu no dia 11 de setembro de 2001, quando as torres do World Trade Centre vieram abaixo. 

Porém, o mais surpreendente deles teve seu desfecho dois meses do citado acima, sendo cometido por protagonista que, até então, não se encaixava em nenhum dos perfis que os americanos estavam acostumados a combater.

A carreira militar 

Filho do meio de Bill e Mickey McVeighTomothy nasceu em 23 de abril de 1968 em Lockport , Nova York. De acordo com matéria da BBC, McVeigh afirmou ter sido alvo de bullying na escola e se refugiou em um mundo de fantasia, onde imaginava se vingar de seus agressores.  

Nessa fase, ele também passou a conviver com seu avô por parte de pai, que lhe introduziu à caça e o ao mundo das armas, segundo matéria do Brasil Escola, que diz que seu avô também lhe deu um revólver quando ele completou 13 anos. 

Outro de seus interesses era a tecnologia, tanto é que, quando estava no colégio, invadiu sistemas de computador do governo em seu Commodore 64 sob o apelido The Wanderer.

Além disso, em seu último anos, foi nomeado o "programador de computador mais promissor" da Starpoint Central High School, conforme aponta Dan Herbeck em ‘American Terrorist: Timothy McVeigh and the Oklahoma City Bombing’. 

No ensino médio, também, sempre gostou muito de teorias políticas, principalmente as de extrema-direita. Segundo o Brasil Escola, William Luther Pierce, um dos principais líderes do movimento neonazista norte-americano, era um dos nomes que mais admirava.  

Depois que terminou seus estudos, acabou condensando sua paixão pelas armas e por teorias políticas para buscar uma carreira militar. Tinha o sonho de fazer parte dos Boinas-Verdes — como é conhecido as Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos. 

Timothy foi o artilheiro de maior pontuação com o canhão de 25 mm dos veículos de combate Bradley usados pela 1ª Divisão de Infantaria e foi promovido a sargento. Depois de ser promovido, McVeigh ganhou a reputação de atribuir trabalhos indesejáveis a militares negros e usar calúnias raciais, como explica matéria do The Washington Post. Apesar disso, seguia em passos largos para realizar seu desejo.  

Porém, tudo isso mudou depois que retornou da Guerra do Golfo. Apesar de se destacar na memorável Operação Tempestade do Deserto e ganhar diversas condecorações por isso, como relembra o Brasil Escola, ele acabou não conseguindo passar nos testes para entrar para os Boinas-Verdes. 

Frustração em forma de vingança 

Com o insucesso, passou a frequentar feiras de armas, onde encontravam ex-colegas do Exército, como Terry Nichols e Michael Fortier. Entre essas reuniões, desabafava toda sua frustração com o governo. Suas críticas ficaram ainda maiores quando houve o confronto entre o FBI e a seita do Ramo Davidiano do Sétimo Dia, relembrada pela equipe do site do Aventuras na História

Desagradado pela posição do governo, que impôs restrições à população civil, Timothy decidiu que plantaria uma bomba no Alfred P. Murrah Building. Ele e Nichols construíram um dispositivo explosivo que foi montado na traseira de um caminhão Ryder alugado. A bomba consistia em cerca de 2.300 kg de nitrato de amônio e nitrometano. 

O Alfred P. Murrah Federal Building dois dias após o atentado/ Crédito: Staff Sergeant Preston Chasteen/ Wikimedia Commons

 

Assim, no dia 19 de abril de 1995, às 09:02, uma grande explosão destruiu a metade norte do edifício. Ao todo, segundo o Brasil Escola, 168 pessoas morreram e mais de 850 ficaram feridas com a explosão. 

Seguindo seus preparativos, após a explosão, ele fugiria em um carro Mercury 1977. Porém, o veículo acabou sendo parado pelas autoridades, já que o carro estava sem placa. Assim, após uma investigação, logo a FBI juntou o caso do motorista imprudente com o atentado ao prédio.  

McVeigh prestes a ser conduzido para fora de um tribunal de Perry, Oklahoma , dois dias após o atentado/ Crédito: Olaf Growald/ Wikimedia Commons

 

Sob forte pressão pública, Timothy McVeigh foi julgado e condenado à pena de morte. Sem mostrar arrependimento pelo que fez, ele tomou uma mistura de injeções letais em 11 de junho de 2001.

Enquanto os Estados Unidos jogavam a última pá de cal em uma tragédia interna, o país enfrentaria, meses depois, mais um marcante atentado.


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