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Um mistério de quase 60 anos: o enigmático desaparecimento de Joan Risch

Décadas depois sumir sem deixar rastros, a história da dona de casa norte-americana ainda é motivo de curiosidade e levanta hipóteses distintas

Penélope Coelho Publicado em 21/07/2020, às 17h04

Fotografia de Joan Risch em 1960
Fotografia de Joan Risch em 1960 - Wikimedia Commons

No fim da tarde de 24 de novembro de 1961, a polícia de Lincoln, em Massachusetts, Estados Unidos, foi acionada após a denúncia de que a cozinha de uma casa familiar estava repleta de sangue. O cenário assustador era apenas o início de uma longa investigação — que até hoje não tem conclusões exatas sobre o ocorrido.

Tratava-se do misterioso desaparecimento de Joan Risch, uma mulher comum, mãe e dona de casa, que não teve uma conclusão. Contudo, algumas teorias bem diferentes foram levantadas durante as investigações.

Quem foi Joan

A trajetória de Joan Carolyn Risch é trágica do início ao fim. Nascida em Nova York no ano de 1930, a garota perdeu os pais muito cedo, quando tinha apenas dez anos de idade. A causa da morte dos pais de Risch foi declarada como um incêndio suspeito.

Nos anos seguintes, a menina passou a morar com os parentes mais próximos e alegou ter sido abusada sexualmente por um deles. Depois de anos de sofrimento, em 1952, a jovem conseguiu uma enorme conquista: seu diploma em literatura inglesa. A partir desse momento, ela começou a trabalhar para se sustentar.

Em 1956, Joan conheceu o executivo Martin Risch, com quem se casou. Por isso, a norte-americana decidiu abandonar o emprego para se dedicar totalmente à sua família. O casal se mudou para Massachusetts e teve dois filhos: Lillian e David.

O sumiço

A vida de Joan parecia mais comum do que jamais tinha sido até então e pelo menos durante a manhã do fatídico 24 de novembro de 1961, não foi muito diferente. Martin saiu cedo de casa para pegar um voo para Nova York — o homem tinha uma viagem de negócios marcada, algo que já era recorrente.

Depois que seu marido partiu, todos tomaram café da manhã e a rotina seguiu normal, Joan levou Lillian para uma consulta ao dentista, encontrou com algumas pessoas na rua e todos afirmaram que estava tudo aparentemente bem.

Na volta para casa depois do almoço, a mulher colocou David para dormir enquanto a filha brincava com um vizinho na rua. Por volta das 14 horas, a senhora Risch disse que precisava sair e pediu para que sua filha e o amigo fossem para a casa da vizinha, Barbara Barker. Na ocasião, a vizinha afirmou que viu Joan sair de sua residência usando um sobretudo e carregando algo vermelho em seus braços.

Depois de algumas horas de sua saída, Lillian decidiu voltar para casa, foi ai que ela se deparou com um cenário horrível: “Mamãe se foi e a cozinha está coberta de tinta vermelha", gritou a menina desesperada. A polícia foi chamada por Barbara às 16h33. Enquanto tudo isso acontecia, o pequeno David ainda estava em seu berço.

Fotografia de uma parte da cozinha de Joan Risch / Crédito: Wikimedia Commons

 

Hipóteses

A primeira tese levantada pelos guardas — que chegaram rapidamente ao local — foi a de que Risch poderia ter tirado a própria vida, analisando o estado em que a cozinha foi encontrada. Contudo, com a ausência de um corpo, as autoridades perceberam que esse não seria um crime fácil de ser solucionado, por isso, o marido da dona de casa foi chamado de volta para Lincoln, o que ele fez imediatamente.

Diversos moradores da região disseram que viram uma mulher parecida com a descrição de Joan caminhando pelas redondezas. As roupas batiam com aquelas descritas por Bárbara. Mas, isso ainda não explicava a presença de sangue detectado como do tipo O, por todo o chão da cozinha.

Os investigadores também estranharam a falta de pegadas de sangue no local. Além disso, apesar de terem encontrado rastros de uma marca de mão, nenhuma impressão digital foi rastreada. Tudo ficou ainda mais confuso quando um vizinho afirmou ter viso um veículo estranho estacionado na porta de Joan alguns dias antes.

Depois do desaparecimento da mulher se tornar conhecido na mídia, a repórter Sareen Gerson ficou curiosa sobre o assunto e decidiu ir até a biblioteca pública local para pesquisar casos parecidos. Nessas buscas, Gerson encontrou o histórico de livros que haviam sido alugados por Risch, um pouco antes de seu sumiço.

A desaparecida havia retirado 25 livros sobre assassinatos e casos de sumiço. A partir dessa descoberta, muitas pessoas passaram a acreditar que a senhora Risch teria forjado o próprio assassinato para poder fugir.

Porém, a maioria dos conhecidos de Joan não acredita nessa hipótese, inclusive o marido Martin. O dentista que tinha visto a mulher na manhã de seu desaparecimento também afirmou que ela estava muito contente com seu casamento e filhos.

59 anos depois do ocorrido, apesar de alguns homens terem sido investigados, nenhum suspeito foi preso. Além disso, nenhum corpo foi encontrado e nenhuma hipótese foi dada como conclusiva. O mistério ao redor de Joan Risch permanece até hoje sem resposta.


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