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Jack Churchill: um soldado de arco e flecha em plena Segunda Guerra Mundial

Munido de equipamentos medievais, o insano Jack Churchill enfrentou os nazistas que usavam metralhadoras — e venceu

Redação Publicado em 21/12/2019, às 08h00

Representação de Jack Churchill na guerra
Representação de Jack Churchill na guerra - Divulgação

Durante os primeiros dias da invasão nazista da França, em 1940, um feldwebel (sargento) comandava uma pequena patrulha, quando um silvo cortou o silêncio da noite. Em segundos, o alemão jazia no chão, atingido e bem morto por uma flecha.

Antes que seus parceiros pudessem digerir o absurdo da situação, ouviu-se a gaita de foles, sinal para a tropa britânica, comandada por um lunático empunhando uma claymore, espada medieval escocesa. 

Era a primeira vitória do tenente-coronel Jack Churchill, o Mad Jack, que, por iniciativa própria, lutou a guerra inteira munido dos desumanos implementos de batalha de outra era (inclusive a gaita). 

Crédito: Reprodução

 

Em 1943, na invasão da Sicília, tomou um posto de observação inteiro na base da espada e cara feia. Fez um guarda de escudo humano e os outros 41 se renderam um a um, sem coragem de testar a eficiência de sua arma medieval. 

No ano seguinte, na Iugoslávia, sua tropa foi dizimada por um morteiro — menos ele próprio, que permaneceu impávido, tocando sua gaita de foles. Os alemães o acharam pelo som e levaram-no como prisioneiro (conste aqui: após nocauteá-lo com granadas, sem correr riscos). Foi enviado para o campo de concentração de Sachsenhausen.

Liberado em abril de 1945, quando a SS nazista desistiu de manter prisioneiros, imediatamente se candidatou a lutar no Pacífico. Foi atendido e viajou para enfrentar os japoneses em Burma.

Antes de chegar, caíram as bombas de Hiroshima e Nagasaki. Para seu grande desgosto, Churchill foi informado do fim da Grande Guerra, privando a humanidade de um possível duelo entre o britânico com sua claymore e um oficial japonês com uma katana. 

“Se não fosse pelos malditos ianques, ainda poderíamos continuar por uns 10 anos”, lamentou.


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