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Palácio de Cnossos: a glória de uma civilização perdida

Conheça a impressionante vida no local que hoje é um dos sítios arqueológicos mais importantes da Grécia

Suzana Camargo Publicado em 05/07/2020, às 08h00

Uma das salas do antigo palácio
Uma das salas do antigo palácio - Wikimedia Commons

Localizado em Creta, Cnossos foi um próspero e dinâmico centro urbano por cerca de 2 mil anos, entre 3000 e 1100 a.C., durante a civilização minoica.

Sua principal atração era um palácio de 20 mil m2, com várias salas e andares, onde teria vivido o lendário rei Minos e onde surgiu o Minotauro, famoso nome da mitologia. Ao seu redor, viviam de 25 mil a 50 mil pessoas.

Escavações iniciadas em 1900, pelo inglês Arthur Evans, acharam ruínas de várias construções, erguidas umas sobre as outras. Uma das versões do palácio foi destruída por um terremoto. Outra, por um incêndio. Hoje, o local é um dos sítios arqueológicos mais importantes da Grécia.

As ruínas do antigo Palácio de Cnossos / Crédito: Wikimedia Commons

 

Estrada Real

Perto da entrada norte ficava uma estrada que ia até o porto. É nessa ala que está o afresco da caçada ao touro, um dos mais famosos do local. Um longo caminho de pedras, chamado de Estrada Real, liga o edifício à ala noroeste, onde havia um anfiteatro a céu aberto.

Cnossos era um importante centro de venda e troca de produtos. O palácio, que controlava a produção e a comercialização, tinha uma praça, usada para reuniões e transações. Além da agropecuária, a economia era baseada na cerâmica, na metalurgia e na exportação de azeite e vinho para Chipre, Síria, Palestina e Egito. As mulheres tinham um papel de destaque na sociedade minoica, principalmente nas cerimônias religiosas. Bastante vaidosas, tinham liberdade para participar dos eventos sociais e esportivos, assim como os homens. Um dos esportes era o salto sobre o touro.

Aposentos da rainha

Um dos afrescos da parede do palácio / Crédito: Wikimedia Commons

 

Esses cômodos são decorados com afrescos de golfinhos, animais de sorte para os marinheiros do Egeu. Perto do quarto, há uma banheira de argila e um cômodo para a troca de roupa. O sistema hidráulico era sofisticado, com redes de abastecimento de água, esgoto e cisternas.

Ao mesmo tempo pinturas de deuses, animais e celebrações adornavam quartos, salões e corredores. Uma dessas passagens era utilizada para procissões. Muitos dos afrescos retratam cenas religiosas e místicas, como jardins mágicos, deusas bem-vestidas e rituais de sacrifício. O rei era o chefe religioso.


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