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Jasmin, óleo de oliva e vinagre: Como as pessoas faziam sem protetor solar?

No passado, banhos de Sol eram uma recomendação médica e, para evitar queimaduras, criaram-se inusitados métodos de bloqueio

Fred Linardi Publicado em 07/03/2018, às 07h01 - Atualizado em 20/06/2021, às 08h00

Imagem meramente ilustrativa de protetor solar
Imagem meramente ilustrativa de protetor solar - Dibulgação/ Pixabay/ kaboompics

Com seus cerca de 15 milhões de graus Celsius, o Sol nunca foi apenas uma estrela para a humanidade. Entre calendários baseados em nossa rotação em seu entorno e diversas fés que o classificam como um deus, o astro leva pessoas até as praias no verão e traz um maior conforto quando ilumina dias frios de inverno.

A necessidade de se proteger do Sol, contudo, cresceu tanto com o tempo que esquecemos que esse suposto “vilão” já reino,  imponente. Civilizações antigas, como a egípcia, a grega e a romana, cultuavam a estrela como uma divindade e os médicos recomendavam a exposição à luz solar para evitar doenças. Ainda assim, o cuidado com a pele já existia, pois o Sol em excesso, é claro, sempre fez mal.

Os egípcios, por exemplo, tinham uma lista de ancestrais do protetor solar: os registros mais antigos sobre filtros, feitos de mamona, são atribuídos a eles, em 7800 a.C. O “kit egípcio” de cuidados com a pele incluía também extrato de magnólia, para bloquear a incidência dos raios, e jasmim e óleo de amêndoa para hidratar a pele e o cabelo.

Já na Grécia, em meados do ano 400 a.C., durante os Jogos Olímpicos, os atletas competiam nus em algumas modalidades. Dessa forma, para se proteger do sol, usavam uma mistura de óleo de oliva e areia espalhada sobre todo o corpo.

Imagem meramente ilustrativa de jovem passando protetor solar / Crédito: Getty Images

 

Mas a ligação entre pele bronzeada e beleza veio apenas depois de 1930, especialmente na França, país natal da estilista Coco Chanel, que era uma grande entusiasta do bronzeamento. Dois anos antes, surgiram, nos Estados Unidos, os primeiros registros de protetores feitos em escala comercial, enquanto a Austrália também se destacaria no mercado por lançar outra fórmula de filtro.

O primeiro protetor realmente eficaz, todavia, foi desenvolvido pelo farmacêutico norte-americano Benjamin Greene, em 1944, após ele se deparar com as queimaduras na pele dos soldados que voltavam da Segunda Guerra Mundial. Era uma composição à base de petróleo, com uma coloração avermelhada e uma textura um tanto viscosa. A marca foi batizada de Coppertone e tinha essência de jasmim.

Na década de 1960, quando os protetores industrializados eram pouco conhecidos e a exposição em excesso à luz solar não representava tanto perigo como hoje, os banhistas só pensavam no assunto quando a pele começava a arder. Para aliviar a dor, recorriam às formas mais criativas: aqui no Brasil, muita gente chegou a usar vinagre na pele.