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5 nomes da música brasileira que nos deixaram ainda jovens

De Noel Rosa a Cazuza, relembre alguns dos maiores cantores e compositores nacionais que não tiveram a chance de envelhecer

Ingredi Brunato, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 30/03/2021, às 19h30

Montagem com Cazuza (esq.) e Cássia Eller (dir.)
Montagem com Cazuza (esq.) e Cássia Eller (dir.) - Divulgação

Por mais que esse seja o desejo de fãs em todo o mundo, talento não necessariamente equivale à quantidade de anos de vida de um artista. Caso contrário, os ícones da música brasileira do qual vamos falar nessa matéria teriam sido todos centenários. 

Em vez disso, esses artistas consagrados acabaram morrendo jovens demais — não sem antes deixarem para trás canções que lhes garantiram lugares de honra na música brasileira. Interpretando suas composições de samba, rock e MPB, são nomes que devem permanecer na história da música brasileira durante muitos anos.

Confira 5 nomes artistas que nos deixaram quando ainda eram muito jovens:

1. Noel Rosa (1910 - 1937)

O cantor, compositor e sambista, Noel faleceu com apenas 26 anos de idade, vítima da tuberculose — doença que o assombrou por quase dez anos de sua existência. A despeito de sua curta vida, contanto, deixou músicas para trás que o consagraram como um dos principais compositores brasileiros.

Noel Rosa foi responsável por popularizar, por exemplo, o samba do morro, e ainda teve produções únicas que foram lançadas após sua morte que, hoje, são consideradas parte do gênero de MPB, demonstrando a mentalidade vanguardista do artista.


2 - Elis Regina (1945 - 1982) 

Fotografia de Elis Regina / Crédito: Divulgação 

 

Elis Regina é lembrada até hoje como uma das melhores cantoras brasileiras, impressionando por seu alcance vocal e forte presença de palco. Quando viva, a artista chamou atenção não apenas em escala nacional, atraindo também os ouvidos estrangeiros com sua voz poderosa.

Além de suas contribuições para a arte, vale lembrar que Elis não tinha medo de se posicionar de forma contrária à ditadura militar, lutando pela redemocratização brasileira, segundo repercutiu o site Memorial Globo. Infelizmente, a cantora faleceu aos 36, levada por uma overdose de cocaína.


3 - Raul Seixas (1945 - 1989) 

Fotografia de Raul Seixas / Crédito: Divulgação 

 

A voz por trás de hinos atemporais como “Maluco Beleza” e “Metamorfose Ambulante” faleceu aos 44 anos devido a uma parada cardíaca que teria ocorrido enquanto ele dormia. Além de enfrentar problemas com álcool e drogas que comprometeram seu pâncreas, o artista era diabético e tinha esquecido de tomar sua insulina na noite anterior, segundo documentado pelo site Letras. 

Curiosamente, o cantor e compositor deixou este mundo na mesma semana que lançou seu último álbum, o “Panela do Diabo”. E, embora seja considerado por alguns o Pai do Rock Brasileiro, as 312 canções lançadas pelo artista se encaixam em mais de um gênero, mostrando também a impressionante versatilidade do artista.


4 - Cássia Eller (1962 - 2001) 

Cantora e instrumentista, Cássia Eller transitou entre os gêneros de rock e MPB, sendo a voz por trás de músicas que fazem sucesso até os dias atuais. A artista, que também era abertamente bissexual em um período onde a sociedade brasileira era muito mais preconceituosa que atualmente, faleceu aos 39 anos após sofrer três paradas cardíacas. 

Na época, houveram especulações de que o infarto havia sido causado por uso de drogas. Segundo repercutido pela revista Cifras, a família de Eller inclusive contestou essa narrativa na justiça, afirmando que ocorreu um erro no atendimento dela por parte do hospital.


5 - Cazuza (1958 - 1990) 

Fotografia do ilustre Cazuza / Crédito: Divulgação

 

Cazuza foi um compositor, cantor e poeta facilmente classificado como atemporal. Suas canções possuíam letras icônicas, por vezes expressando posicionamentos políticos e visões de mundo que ainda podem ser aplicados à atualidade.

O artista, que era assumidamente homossexual, perdeu sua luta contra a AIDS aos 32 anos. Naquele período, a doença ainda não tinha tratamento, de forma que o diagnóstico era frequentemente uma sentença de morte.

Segundo informações do site Ebiografia, o cantor emagreceu visivelmente nos seus últimos anos. Ainda que estivesse debilitado, Cazuza ainda se esforçava para subir nos palcos e continuar performando suas músicas enquanto podia.


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