Notícias » Espaço

Cientista defende que Plutão deve voltar a ser planeta

Segundo nova pesquisa, o atual planeta-anão foi rebaixado por causa de uma definição que confunde astrologia e astronomia

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 11/01/2022, às 20h00

Fotografia tirada pela organização NASA
Fotografia tirada pela organização NASA - Divulgação / NASA

Após sua descoberta e classificação como um dos nove planetas do sistema solar em 1930, Plutão foi rebaixado a planeta-anão em 2006, sob a justificativa de que o astro não conseguia conduzir sua própria órbita, dependendo de Netuno e o Cinturão de Kuiper para viajar no espaço. Mas, até hoje, existem controvérsias nesta decisão.

Em dezembro de 2021, o pesquisador Philip Metzger publicou um novo estudo, intitulado ‘Luas são planetas’, no jornal Icarus e questionou a escolha de rebaixar Plutão, afirmando que foi um fruto de um longo período em que a astronomia desviou sua atenção dos planetas e instabilizou sua definição.

Em sua descoberta do século 17, o cientista Galileu descreveu planetas como astros com a evidência de atividade geológica, porém, segundo Metzger, o uso da órbita como maneira de rebaixar Plutão foge disto e vai para a astronomia, como explicou no estudo.

Este foi um período chave na história, quando o público aceitou que a Terra orbita o Sol em vez do contrário, e eles combinaram essa grande descoberta científica com uma definição de planetas que veio da astrologia", explicitou.

Para Metzger, a decisão de rebaixar Plutão indica que a astronomia precisa de uma maneira mais clara de definir os planetas, de forma a descrever mais adequadamente o universo no qual vivemos. As informações são da cobertura do portal de notícias UOL.

Nós mostramos que houve um período de negligência, quando astrônomos não prestavam muita atenção a planetas", narrou. "Mas houve uma explosão no número de exoplanetas descobertos na última década, que só tende a aumentar com as novas tecnologias."

"Então temos um motivo para criar uma taxonomia melhor. Queremos uma ciência excelente, para definirmos corretamente as nossas descobertas”, afirmou ele, por fim.