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Contra corrupção, Vaticano estipula valor máximo para presentes

O papa Francisco anunciou a nova medida nesta quinta-feira, 29

Giovanna Gomes, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 29/04/2021, às 10h00

Papa Francisco
Papa Francisco - Divulgação

O papa Franciscopublicou hoje, quinta-feira, 29, uma nova normativa da Igreja Católica, que proíbe que funcionários do Vaticano recebam presentes com valor acima de 40 euros. A medida, conforme informou o UOL, é uma forma de tentar evitar a corrupção na instituição.

Além disso, o papa também exigiu que todas as pessoas que possuem cargos na Igreja assinem uma declaração no momento do contrato e depois a cada dois anos.

Nela, os funcionários deverão assegurar não terem sido condenados ou estarem sob investigações por crimes diversos como corrupção, lavagem de dinheiro, fraude, terrorismo, exploração de menores e evasão fiscal.

Conforme o Motu Proprio, como são chamadas as diretrizes assinadas pelo papa, aqueles que ocupam cargos administrativos também deverão declarar que não possuem participações ou "interesses" em empresas que realizem práticas que não se encaixem na Doutrina Social da Igreja.

"A fidelidade em coisas de pouca conta está relacionada, segundo as Escrituras, à fidelidade em coisas de importância. Assim como ser desonesto nas coisas pequenas, também está relacionado a ser desonesto nas coisas importantes", escreveu o Pontífice, citando uma passagem do Evangelho.

A Secretaria de Estado e a Secretaria para a Economia do Vaticano ficarão deverão fiscalizar essas questões e, caso alguém minta em suas declarações, a consequência poderá ser a demissão, além de que um pedido de indenização poderá ser realizado por parte do Vaticano, em razão dos danos sofridos.