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Em Minas Gerais, astrônomos amadores registram passagem da Estação Espacial em frente à Lua

O momento raro conhecido como 'trânsito' foi visto no Triângulo Mineiro; confira o vídeo

Alana Sousa Publicado em 22/06/2021, às 11h20

Imagem da Estação Espacial Internacional vista ao lado da Lua
Imagem da Estação Espacial Internacional vista ao lado da Lua - Divulgação/YouTube/Marcelo Zurita

No último sábado, 19, astrônomos amadores de Minas Gerais, Brasil, flagraram um momento raro: a passagem da Estação Espacial Internacional em frente à Lua. A informação foi repercutida pelo site Olhar Digital.

A raridade do acontecimento se dá, pois, é preciso uma enorme coincidência. O evento, chamado de ‘trânsito’, acontece quando a estação espacial passa na mesma direção do satélite natural no momento que o observador terrestre está atento ao céu.

Assim, no final de semana, o ‘trânsito’ ocorreu no Triângulo Mineiro e cruzou a cidade de Patos de Minas, onde os astrônomos do Observatório de Astronomia de Patos de Minas estavam presentes.

Em Arapuá, Thamires Martins, do Grupo Mulheres de Estrelas, foi que presenciou a cena. Já em Patos de Minas, o ‘trânsito’ foi registrado por Marco Antônio Vieira e Gilberto Dumont.

A captura das imagens foi possível graças ao software ISS Transit Finder, que avisa aos estudiosos com antecedência quando a Estação Espacial Internacional passará em frente à Lua.

Confira o vídeo do momento abaixo.

Os primórdios do sistema solar

Alguns corpos do sistema solar são conhecidos desde a Antiguidade, já que são visíveis a olho nu. Mas foi apenas anos depois que o homem começou a entender o que realmente se passa no céu – inclusive a perceber que a Terra não era o centro do Universo. 

Ptolomeu, astrônomo de Alexandria, lançou a teoria de que a Terra é o centro do Universo e os corpos celestes giram em torno dela. Além do Sol e da Lua, já eram conhecidos Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno – todos vistos a olho nu. Por conta da cor, Marte recebeu dos romanos o nome do deus da guerra. Na Ásia, era a “Estrela de Fogo”. No Egito, “O Vermelho”.

Já outro grande momento se deu com o polonês Nicolau Copérnico, que virou o mundo do avesso ao elaborar, a partir de 1514, uma teoria que corrigia as ideias de Ptolomeu (e também do filósofo Aristóteles). A Terra não é o centro do Universo: é apenas um planeta que gira em torno do Sol. Nascia a teoria heliocêntrica.

Em 1610, Galileu Galilei descobriu quatro satélites de Júpiter, entre eles Ganimedes (a maior lua do sistema solar). Ele tornou-se um defensor da teoria de Copérnico e acabou julgado pela Inquisição. Para não ser condenado, declarou que a teoria era apenas uma hipótese e deu um tempo nos estudos – só retomados sete anos mais tarde.