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Notícias / Personagem

Ícone do humor nacional, Bussunda completaria 60 anos neste sábado, 25

Figura chave do 'Casseta & Planeta', o humorista faleceu tragicamente durante viagem para Alemanha em 2006

Wallacy Ferrari Publicado em 25/06/2022, às 12h59

Bussunda em 2001 - Divulgação / TV Globo
Bussunda em 2001 - Divulgação / TV Globo

Cláudio Besserman Viana ficou pouco conhecido pelo seu nome real, mas se tornou uma figura popular durante o final do século 20 com um apelido, inicialmente usado para chacota, que ele conseguiu transformar em codinome.

Bussunda compunha o grupo Casseta & Planeta, responsável por revistas humorísticas, um programa de sucesso na TV Globo e até mesmo filmes com grandes bilheterias.

Nascido em 25 de junho de 1962, o humorista, que também deu voz ao personagem Shrek nos dois primeiros filmes da franquia e foi garoto propaganda da cerveja Antarctica, completaria 60 anos neste sábado, 25. Contudo, a serviço de sua trupe de comédia, o ator e escritor teve seus dias finais muito antes de atingir a data.

Em 17 de junho de 2006, oito dias antes de completar 44 anos de idade, Bussunda realizava a cobertura do humorístico na Alemanha, onde ocorria a Copa do Mundo de Futebol naquele ano. Sendo o intérprete do atacante Ronaldo Fenômeno, parodiado como "Fofômeno", ele gravava esquetes pelas cidades do país onde a Seleção Brasileira jogaria.

No entanto, no dia anterior, se sentiu mal após uma partida de futebol, alegando complicações respiratórias, mas dispensando assistência. Na manhã seguinte, após se unir aos membros do grupo para um café da manhã, passou mal novamente e desacordou, recebendo cuidados por um grupo de paramédicos, que tentaram reanima-lo, sem sucesso. Ele falecia, vítima de um ataque cardíaco, causando comoção nacional.

Série documental 

A série 'Meu Amigo Bussunda', em homenagem a história e legado do humorista, estreou no ano passado, na data onde o óbito do humorista completava 15 anos, sendo dirigida por Cláudio Manuel, Júlia Vianna, filha do humorista, e Micael Langer.

"Revisitar a vida e a obra do Bussunda foi um processo intenso, visceral, mas também necessário e revigorante. A dor de sua morte foi esmagadora, lidar com isso exigiu muito esforço e consumiu tempo", disse Claudio Manoel, segundo o G1.

A trama apresenta imagens inéditas da Copa da Alemanha de 2006. Além disso, conta a trajetória completa do artista, desde a infância, a origem do apelido, passando pela estreia na Rede Globo até os últimos momentos de vida. 

"Foi muito emocionante e catártico revisitar lembranças, separar fotos e vídeos. Eu não assistia ao programa desde sua morte. Relembrei personagens, piadas. A discussão sobre o humor dele era um debate que eu precisava ter comigo mesma para tentar entender um pouco melhor o trabalho do meu pai. Por isso coloquei no quarto episódio", disse Júlia Vianna, de acoro com o portal G1.