Facebook Aventuras na HistóriaTwitter Aventuras na HistóriaInstagram Aventuras na HistóriaSpotify Aventuras na História
Notícias / Brasil

McDonald’s é condenado por homofobia em São Paulo

A rede de fast-food foi processada por uma cliente que afirmou ter sofrido ataques homofóbicos vindos de uma funcionária

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 02/02/2022, às 20h00

Imagem meramente ilustrativa - Getty Images
Imagem meramente ilustrativa - Getty Images

Nesta quarta-feira, 2, a rede de restaurantes fast-food McDonald’s foi condenada, pela Justiça de São Paulo, órgão dedicado à resolução de ofensas criminais no estado paulista, por homofobia. O processo foi motivado pela acusação de que uma de suas funcionárias havia proferido ofensas homofóbicas e tentado agredir uma cliente.

A alegada vítima das violências foi L.J.S., uma frentista de 21 anos, que, segundo seu relato ao tribunal, estava pegando seu lanche no balcão da loja do McDonald’s, localizada no Hipermercado Extra da Penha, na zona leste da capital, quando uma atendente começou a atacá-la com xingamentos relacionados à sua orientação sexual.

De acordo com as informações repercutidas pelo portal de notícias UOL, a frentista foi ofendida veementemente e depois sofreu com tentativas de agressão física, tanto que os outros funcionários tiveram de restringir sua colega.

Em tom de deboche, ela [a funcionária] começou a gritar: sapatona, sapatona, sapatona”, narrou L.J.S., com a adesão de seu advogado Pedro Schoola: “[A frentista] foi humilhada perante os demais consumidores e funcionários e carregará pelo resto de sua vida o trauma psicológico".

Porém, a defesa da rede de restaurantes fast-food pareceu não concordar com a conclusão do tribunal, apontando que a empresa “reitera o seu total compromisso com a promoção de um ambiente inclusivo e respeitoso”. 

Após o julgamento, os representantes do McDonald’s afirmaram à Justiça que a mulher que os processava havia sido a primeira a ofender a funcionária. A defesa, no entanto, não poderia liberar as gravações da loja pois o disco rígido estava queimado.

A autora [do processo] foi ao estabelecimento para proferir ameaças, e a funcionária, que não estava em seu horário de trabalho, reagiu às investidas sofridas", narraram os advogados.