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“Nem pensar”: fundador da Anvisa opina sobre Réveillon e Carnaval

Gonzalo Vecina, em entrevista, explicou que festas abertas como estas ainda não podem ocorrer

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 25/11/2021, às 17h00

Gonzalo Vecina, fundador da Anvisa, em 2021
Gonzalo Vecina, fundador da Anvisa, em 2021 - Divulgação / Youtube (Gonzalo Vecina)

Algumas capitais brasileiras já estão lançando editais para contratar artistas e organizar grandes festas de fim de ano, como o tradicional Réveillon nas praias do Nordeste, e preparando-se para o Carnaval de 2022. Para o fundador da Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária), Gonzalo Vecina, contudo, estes eventos não devem ocorrer.

A Anvisa é uma das organizações que mais esteve presente nas tentativas de contenção da pandemia de Covid-19, especialmente na aprovação das vacinas que estão rapidamente reduzindo o número de contaminados pelo vírus em terras brasileiras, como a CoronaVac, a Pfizer e a Astrazeneca.

No entanto, na opinião de seu fundador, ainda não estamos no momento em que podemos retornar às atividades e comemorações usuais de antes da pandemia. Em entrevista ao portal de notícias UOL, o médico sanitarista Gonzalo Vecina confirmou que, na visão da organização, eventos como o réveillon e o carnaval não devem ocorrer.

Estamos longe de alcançar o fim da pandemia. Nem pensar fazer réveillon ou Carnaval. Tudo que estamos fazendo vai por 'água abaixo'. Festas que você não controla quem entra, não podem ocorrer", afirmou.

A abertura dos espaços públicos e estabelecimentos, além da organização de eventos, estão sendo repensadas devido à alta de casos na Europa, que foi chamada de “pior do que tudo que vimos até agora” pela primeira-ministra alemã, Angela Merkel.