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Novak Djokovic é investigado por suposta fraude em documento

O governo australiano agora analisa a possibilidade do tenista sérvio ter mentido no formulário de entrada no país

Pamela Malva Publicado em 11/01/2022, às 17h00

Fotografia de Novak Djokovic em 2016
Fotografia de Novak Djokovic em 2016 - Getty Images

Nas últimas semanas, o caso do tenista sérvio Novak Djokovic tem gerado diversas discussões, principalmente na Austrália. Agora, segundo o jornal local The Daily Telegraph, via G1, o esportista tornou-se alvo de mais uma investigação no país.

Acontece que, conforme narrado pelo veículo, as autoridades australianas desejam verificar se Djokovicmentiu ao preencher o formulário de entrada no país. Isso porque, no documento, o tenista teria afirmado que não viajou nos 14 dias antecedentes à sua viagem até Melbourne, na Austrália, para competir no torneio Australian Open.

Nesse sentido, para respeitar o que afirmou no formulário, considerando que saiu da Espanha no dia 4 de janeiro, o tenista não poderia ter viajado desde o dia 22 de dezembro. De acordo com as redes sociais de Djokovic, no entanto, ele esteve em outros países antes de pisar em solo australiano.

Agora, caso as investigações realmente verifiquem que o esportista mentiu ao completar o documento, Djokovic pode chegar a ser preso — já que, segundo o The Daily Telegraph, o ato de dar informações falsas ao governo australiano é considerado como uma ofensa grave no país, que pode ser penalizada com até 12 meses de detenção.

O próprio documento de entrada preenchido por Djokovic, inclusive, informa os viajantes sobre as consequências da infração. “Você pode estar sujeito a uma penalidade civil por fornecer informações falsas ou enganosas”, alerta o documento oficial.

Sobre o caso

Na semana passada, o esportista foi proibido de entrar no país por não ter se vacinado contra a covid-19. Ele apresentava uma permissão que o isentava de tomar o imunizante para participar do Aberto da Austrália, que não foi aceito pelas autoridades locais.

O governo australiano decidiu cancelar o visto do tenista. Pouco tempo depois, nesta segunda-feira, 10, no entanto, uma nova decisão da justiça anulou o cancelamento, o que permitiu que Djokovic deixasse o hotel em que estava de quarentena.

O que foi decidido pelo juiz Anthony Kelly ainda poderá ser revogado pelo Ministério da Imigração, que não possui prazo para se pronunciar sobre o caso. Nesse sentido, o magistrado classificou a decisão de barrar Novak como um ato "irracional".