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Produtos originados a partir de trabalho escravo podem ser proibidos pela União Europeia

A possibilidade foi mencionada pela alemã Ursula von der Leyen durante uma reunião do bloco europeu

Ingredi Brunato, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 16/09/2021, às 20h00

Fotografia meramente ilustrativa de trabalho escravo
Fotografia meramente ilustrativa de trabalho escravo - Divulgação/ Pixabay/ Public Domain Pictures

A política alemã Ursula von der Leyen, que é a presidente da Comissão Europeia desde 2019, comunicou na última quarta-feira, 15, que o bloco da União Europeia (UE) está elaborando uma proposta que proibiria a venda de produtos criados por meio trabalho forçado dentro do território europeu.

"Gostaria, porém, de ser muito clara. Fazer negócios em todo o mundo, o comércio mundial? Tudo isso é bom e necessário, mas nunca pode ser feito em detrimento da dignidade e da liberdade das pessoas", disse ela, conforme repercutido pelo UOL. 

Há 25 milhões de pessoas em todo o mundo que realizam trabalho forçado devido a ameaças ou coação. Nunca poderemos aceitar que sejam obrigadas a fabricar produtos e que estes acabem depois à venda em lojas na Europa (...) Os direitos humanos não estão à venda, a preço algum", concluiu Ursula

Ainda segundo o veículo, não é a primeira vez que a União Europeia discute uma pauta deste gênero nos últimos tempos. O bloco tem criticado o governo chinês por violar os direitos humanos de minorias étnicas, por exemplo.