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"Um homem humilde e sábio", diz Papa Francisco sobre aiatolá Ali Sistani

Durante entrevista coletiva, o pontífice revelou quais foram os momentos mais emocionantes de sua histórica viagem ao Iraque

Pamela Malva Publicado em 09/03/2021, às 11h30 - Atualizado às 11h35

Imagem do encontro entre o Papa Francisco e o grande aiatolá Ali Sistani
Imagem do encontro entre o Papa Francisco e o grande aiatolá Ali Sistani - Divulgação/Youtube

Na última segunda-feira, 08, o Papa Francisco retornou de sua primeira viagem internacional realizada após 15 meses de pandemia. Na volta do Iraque, país que visitou por três dias, ele comentou sobre a experiência em uma entrevista coletiva.

Segundo o pontífice, um dos momentos mais marcantes da viagem foi seu encontro com o grande aiatolá Ali Sistani. Aos jornalistas, o Papa explicou que o evento foi "bom para a alma”, já que Sistani é "um homem humilde e sábio", segundo o UOL.

"Ele foi muito respeitoso durante nosso encontro e me senti honrado”, revelou Francisco sobre o líder religioso dos muçulmanos xiitas. “Ele nunca se levanta para cumprimentar um visitante, mas se levantou para me cumprimentar duas vezes.”

Além do histórico acontecimento, o pontífice ainda narrou outras experiências que teve durante a viagem aos 70 jornalistas que o acompanhavam em seu avião de volta para Roma. Assim como Francisco, todos estavam vacinados contra o Coronavírus.

Imagem do pontífice durante a viagem / Crédito: Divulgação/Youtube

 

Na entrevista coletiva, então, o papa comentou a emoção que sentiu ao rezar nas ruínas de uma igreja em Mossul. Entre as memórias, o pontífice ainda citou o testemunho que ouviu de uma mulher cujo filho foi morto durante ataques dos jihadistas.

"Fiquei muito comovido com o testemunho dela, uma mãe que oferece seu perdão nessas circunstâncias... Um exemplo a seguir", comentou o pontífice. "Sabe-se condenar (...) mas perdoar os inimigos é puro Evangelho.”

Por fim, Francisco revelou que está preparando "outras etapas" para uma futura reaproximação com o Islã, apesar das críticas dos ultratradicionalistas. “Muitas vezes é preciso correr riscos para dar este passo. Mas essas decisões são sempre tomadas em oração, com diálogo, pedindo conselho. Essas decisões não são um capricho”, disse.