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‘Virei monstro de um dia pro outro’ diz sócio da Kiss

Elissandro Spohr, réu do caso, chorou copiosamente e passou mal ao falar durante julgamento

Penélope Coelho Publicado em 09/12/2021, às 07h30 - Atualizado às 08h19

Kiko, durante julgamento da boate Kiss
Kiko, durante julgamento da boate Kiss - Divulgação/ TJ-RS

Na última quarta-feira, 8, ocorreu o interrogatório de Elissandro Spohr, mais conhecido como Kiko, no julgamento do caso da boate Kiss. O homem era um dos proprietários do local e foi o primeiro réu a ser ouvido.

Em 27 de janeiro de 2013, 242 pessoas morreram em decorrência de um incêndio na casa noturna, localizada em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

De acordo com informações do portal de notícias g1, após 1h30 de interrogatório, o depoimento foi interrompido, pois Kiko entrou em desespero e começou a chorar.

"Eu não quis isso, eu não escolhi isso. Eu não aguento mais. Eu aprendi a chorar em silêncio dentro de uma cadeia. Por que isso foi acontecer na Kiss? Era uma boate boa, todo mundo era amigo. Eu virei um monstro de um dia para o outro. Eu tava lá", disse o proprietário aumentando o tom de voz.

Spohr continuou e se virou para o público para falar:

“Querem me prender, me prendam! Tô cansado, cara. Perdi um monte de amigos. Acha que eu ia fazer uma coisa dessas? Não é fingimento, eu não aguento mais [...] Vocês acham que é fácil. Não é fácil. Eu não consegui pedir desculpa", falou ao virar-se para o público.

Em seguida, a sessão foi interrompida para que o réu recebesse atendimento médico.

Confira o vídeo neste link.