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Veja 5 curiosidades sobre o Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, lançado 54 anos atrás

O icônico disco dos Beatles surpreendeu os fãs da época com suas excentricidades

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 26/05/2021, às 10h11

A capa do icônico álbum
A capa do icônico álbum - Divulgação/Beatles

O Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, lançado em  (Ou, em tradução livre, “A Banda do Clube dos Corações Solitários do Sargento Pimenta”) é o oitavo álbum de estúdio dos Beatles, sendo considerado um dos trabalhos mais lendários do grupo, surpreendendo com criatividade e experimentação musical. 

O disco não tem medo de inovar, o que é demonstrado em diversos aspectos, desde o nome excêntrico e a capa icônica até as famosas manipulações de fitas de canções anteriores para adicionar mais elementos musicais - essa última parte, inclusive, é principalmente creditada ao produtor da banda, George Martin, que é apelidado por vezes de “o quinto Beatle” por suas contribuições essenciais ao legado do quarteto. 

Assim, não é nenhuma surpresa que Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band é não apenas o álbum mais vendido dos Beatles, mas também um dos discos mais vendidos de todos os tempos.

No aniversário de 54 anos da obra, descubra alguns fatos curiosos a respeito dela. 

1. Era McCartney 

Ainda que boa parte das músicas do álbum lançado em 26 de maio de 1967 tenha vindo com a assinatura de tanto Paul McCartney quanto John Lennon - como ocorria com a maioria das canções do grupo - muitas das decisões tomadas na criação do disco vieram do primeiro. 

De acordo com uma matéria de 2019 da Rolling Stone, por exemplo, foi Paul que, durante um voo, surgiu com o inusual nome “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”. 

A ideia teria sido inspirada por algo relativamente mundano: dentro do avião, existia um pacote de sal identificado como “S” e outro de pimenta identificado como “P”. Foi daí que veio “Sargento Pimenta”, com o restante do nome sendo inventado sem seguida. 

2. Alter egos

Os Beatles em julho de 1964 / Crédito: Getty Images

 

Também veio de McCartney a ideia do grupo adotar “alter egos” no seu novo álbum. Nesse caso, a motivação por trás foi uma vontade de se distanciar do que a banda havia representado no passado. 

“Estávamos cansados de ser os Beatles. Realmente detestávamos aquela maldita coisa de nos considerarem meninos, os quatro Mop Tops. Não éramos garotos, éramos homens crescidos. Aquela merda de adolescente já tinha passado, toda aquela gritaria, e não queríamos mais”, contou Paul na sua biografia de 1997, “Many Years From Now”, segundo repercutido pelo site Pop Cultura. 

“Tive essa ideia de dar alter-egos para a banda simplesmente para conseguir outra abordagem, de modo que, quando John ou eu fôssemos ao microfone, não seria John ou eu que cantávamos, mas os membros de tal banda. Seria uma libertação”, explicou o músico ainda. 

3. Apresentações ao vivo 

Outra coisa que o grupo deixou para trás nessa fase foram seus shows. Assim, ainda que a última apresentação dos Beatles tenha sido em 1969, sua última turnê em si foi em 1966. 

Na época, os quatro artistas estavam sentindo que as apresentações não conseguiam ter mais a qualidade que eles queriam, porque os elementos musicais colocados em suas canções não podiam ser satisfatoriamente transmitidos no palco com os equipamentos disponíveis então. 

A dificuldade foi ainda abordada por George Martin em uma entrevista relembrada pela Rolling Stone em uma matéria de 2019:  "Nós estávamos colocando algo em fita que só poderia ser feito em fita”, disse o produtor. 

4. Multidão na capa 

Capa do álbum / Crédito: Wikimedia Commons

 

A famosa capa do disco foi desenhada pelos artistas plásticos Peter Blake e Jann Haworth, que eram especializados em pop arte, e contém uma verdadeira multidão de pessoas rodeando os quatro Beatles. 

Algumas das figuras representados na capa são: o psiquiatra Carl Jung, escritor EdgarAllan Poe, ator e dançarino Fred Astaire, cantor Bob Dylan, ator Tony Curtis, atriz e sex symbol Marilyn Monroe, o comediante Max Miller, o filósofo Karl Marx e Sigmund Freud, o pai da psicanálise, apenas para citar alguns. As informações foram documentadas pelo UOL. 

5. Homenagem de Jimi Hendrix 

Segundo repercutido por um artigo do Globo de 2016, três dias após o lançamento de seu novo disco os Beatles Paul McCartney e George Harrison foram em um show do guitarrista norte-americano Jimi Hendrix, e tiveram uma agradável surpresa quando o músico abriu sua apresentação fazendo um cover da música Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, a canção título do álbum recém-lançado. 

Ainda conforme o veículo, McCartney teria revelado mais tarde que o episódio constituíra “uma das maiores honras” de sua carreira.


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