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Charles Taylor, o tenente que desapareceu no Triângulo das Bermudas

Responsável por uma operação de treinamento de cadetes, Taylor foi alvo de um mistério

Ingredi Brunato Publicado em 17/09/2020, às 08h58

Fotografia de aeronaves do mesmo modelo do esquadrão que voou aquele dia, liderado pelo tenente Charles Taylor
Fotografia de aeronaves do mesmo modelo do esquadrão que voou aquele dia, liderado pelo tenente Charles Taylor - Wikimedia Commons

Era 5 de dezembro de 1945: a Segunda Guerra Mundial havia terminado faziam três meses. Quando a esquadrilha de aviões saiu naquela manhã para um exercício simples de treinamento com os cadetes da Base Aero-Naval de Fort Lauderdale, ninguém imaginou que haveria perigo. 

Contudo, 90 minutos mais tarde, a base recebeu uma ligação do capitão instrutor responsável pelo voo, dizendo que eles estavam perdidos. Nenhuma das partes envolvidas na breve conversa de rádio que se seguiu sabia disso ainda, no entanto, esses seriam os últimos contatos feitos pela esquadrilha. 

A voz dessas últimas ligações era a de Charles Caroll Taylor, o comandante da operação que ficou conhecida pela História como “Voo 19”, o famoso treinamento de cadetes que desapareceu no Triângulo das Bermudas sem deixar quaisquer rastros. O primeiro de uma lista de outros casos de aviões e navios que desapareceram nessa enigmática região, construindo sua má fama ao longo dos anos. 

Voo 19 

Haviam treze cadetes na esquadrilha constituída de cinco aviões. Cada aeronave continha um piloto, um artilheiro e um operador de rádio, exatamente como aconteceria em uma batalha. O objetivo do dia era fazer uma simulação de ataque com torpedos. 

É possível imaginar que havia algum tipo de ansiedade no ar: aquele era justamente o último treinamento dos cadetes antes de sua formatura. O décimo quarto presente no voo era Charles Taylor, responsável não apenas por avaliar a performance dos mais jovens, mas também garantir sua segurança, no caso de imprevistos. 

Não havia motivo para duvidar das capacidades do tenente Taylor: ele já possuía 2.500 horas de voo, especialmente com o tipo de aeronave que estava sendo pilotada naquele 5 de dezembro. Ele também tinha acabado de completar uma turnê de combate no Pacífico como piloto de aviões de bombardeio. 

Ainda assim, o esquadrão de treinamento se perdeu. Outro piloto da Marinha que voava próximo, chamado Robert F. Cox, ainda teria conversado com Taylor, tentando ajudá-lo a se localizar, porém a instrução final da base de Fort Lauderdale terminou sendo de abandono da área, e retorno. O treinamento poderia ser retomado em outro dia.

Buscas 

A primeira organização do esquadrão desaparecido veio na forma de um hidroavião, isso é, um avião capaz de pousar na água. Porém, tornando tudo ainda mais misterioso, ele também desapareceu. 

Hidroavião do mesmo modelo do enviado para resgate. Crédito: Wikimedia Commons

 

Sua última comunicação com a base foi uma mensagem avisando que a aeronave de resgate se aproximava da derradeira posição que se tinha registro que Charles Taylor e seus cadetes haviam estado. Dentro do avião havia mais treze homens enviados para fazer as buscas dos colegas desaparecidos, no entanto, apenas tiveram o mesmo destino enigmático. 

Depois disso, as buscas organizadas pelo Fort Lauderdale ficaram muito mais intensas: foram mobilizados 248 aviões e 18 navios, além de diversas embarcações de pesquisa. Foi coberta uma área de 520 mil quilômetros quadrados. Mesmo depois de dias desse esforço fenomenal, os destroços de nenhum dos aviões jamais foram encontrados. 

Teorias 

Uma das teorias sobre o motivo pelo qual a região do Triângulo das Bermudas teria provocado a queda de aviões (embora não explique o desaparecimento de seus destroços) por um geólogo da USP chamado Carlos José Archanjo.

Segundo o especialista, o gás metano do fundo do oceano podia irromper na superfície e provocar explosões ao entrar em contato com faíscas do motor de uma aeronave. Já na situação dos navios que desapareceram em outros casos, o metano também poderia ser responsável ao diminuir a densidade da água, provocando o afundamento de embarcações

Qualquer que seja o fenômeno que aconteceu ao tenente Charles Taylor e sua esquadrilha de cadetes em treinamento, todavia, não é possível determinar com certeza. Os eventos vivenciados pelos homens do Voo 19 desapareceram com eles.


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