Matérias » Crimes

De Kennedy a Gandhi: 5 assassinatos políticos que abalaram o mundo

Grandes nomes da História foram assassinados a sangue frio, alterando os fatos e o próprio percurso da História

Vinícius Buono Publicado em 06/08/2019, às 08h00

None
- Crédito: Reprodução

Apesar de ser um dos crimes mais hediondos, o assassinato é comum e recorrente na história humana desde seus primórdios. A História está repleta de assassinatos, e a magnitude e consequência de alguns foram tão grandes que eles, de fato, mudaram a narrativa do mundo. 

Confira 5 casos que abalaram o mundo. 

Arquiduque Francisco Ferdinando

A comitiva do Arquiduque em seu carro, 1914 / Crédito: Reprodução

 

Quando o assunto é assassinato com repercussões históricas, nenhum deles supera a morte do Arquiduque austríaco Francisco Ferdinando, no ano de 1914. Durante visita à cidade de Sarajevo, Ferdinando e sua esposa foram mortos a tiros por Gavrilo Princip, membro do grupo Mão Negra — célula terrorista insatisfeita com o domínio austríaco nos Balcãs — num atentado repleto de trapalhadas. 

No plano original, uma bomba era pra ter dado cabo de tudo, mas, quando um dos conspiradores falhou e errou o explosivo, explodindo outro carro da comitiva, os outros entraram em pane. Por obra do acaso, o carro (aberto) do Arquiduque parou diante de Princip após o motorista entrar numa rua errada. O sérvio, então, finalizou o serviço com dois tiros de pistola.

A morte de Ferdinando ativou o sistema de alianças da Europa e acabou por ser o estopim para o início da Primeira Guerra Mundial.

John F. Kennedy

John Kennedy e sua esposa Jacqueline no dia em que ele foi assassinado / Crédito: Reprodução

 

Um dos presidentes mais populares dos Estados Unidos, Kennedy estava em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963. Ia em carro aberto até o centro da cidade, onde discursaria, mas seu trajeto foi interrompido a tiros por Lee Harvey Oswald

O assassino disparou três vezes. Errou o primeiro, acertou o segundo no pescoço do presidente e o terceiro na cabeça, matando-o. O governador do Texas, John Connally, também se feriu, mas sobreviveu. Ocorrido no auge da Guerra Fria, o assassinato de Kennedy ainda é pauta de diversas teorias conspiratórias envolvendo desde entidades como a CIA e a KGB até a máfia ou o então vice-presidente, Lyndon Johnson.

Mahatma Gandhi

Mahatma Gandhi / Crédito: Reprodução

 

Ícone da resistência pacífica, o indiano Mohandas “Mahatma” Gandhi foi assassinado em 1948. Seu movimento de desobediência civil foi bem sucedido em libertar a Índia do domínio britânico, porém, o processo foi conturbado. Com uma grande presença de hindus e muçulmanos na região, a solução encontrada foi dividir o território em dois, a Índia (hindu) e o Paquistão (muçulmano). Os habitantes foram obrigados a migrar e muitos foram separados de suas famílias, gerando tensões elevadíssimas. 

O discurso pacífico de Gandhi encontrava resistência entre os fanáticos de ambos os lados, e o ponto de ebulição se deu quando um extremista hindu executou o famoso líder com dois tiros no jardim de sua própria casa.

Abraham Lincoln

Representação do momento em que Lincoln é morto / Crédito: Reprodução

 

Em 1865, nem uma semana após o fim da Guerra de Secessão Americana, a sangrenta guerra civil que rachou o país entre União e Confederação, ou norte e sul, o presidente Abraham Lincoln estava no teatro com sua esposa quando o ator John Wilkes Booth, famoso não só por seu trabalho como ator, mas também por defender publicamente a Confederação e suas ideias, atirou a sangue frio na cabeça do presidente, matando-o na hora. Booth fugiu e 10 mil agentes federais foram mobilizados em sua busca, uma das maiores caçadas a um foragido da história.

Martin Luther King Jr.

Martin Luther King na Marcha por Emprego e Liberdade. Washington, 1963 / Crédito: Reprodução

 

Martin Luther King Jr. foi o maior campeão do movimento de direitos civis dos negros dos Estados Unidos. Através da desobediência civil, como Gandhi, sua luta foi fundamental nos avanços em busca da igualdade racial no país, rendendo-lhe, inclusive, o prêmio Nobel da Paz em 1964, um ano depois de seu famoso discurso na capital americana, I Have a Dream.

Em 1968, King foi assassinado em Memphis, no Tennessee, com um tiro no pescoço pelo ex-presidiário James Earl Ray. Assim como a morte de Kennedy, a de Luther King gera, até hoje, grande especulação acerca de uma possível teoria da conspiração.