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De São Paulo até Paris em duas horas: conheça o novo avião supersônico

Anunciado pela empresa Aerion, o novo modelo AS3 deverá ser lançado no ano de 2026

Giovanna Gomes, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 18/04/2021, às 10h00

O novo modelo deverá ser lançado no ano de 2026
O novo modelo deverá ser lançado no ano de 2026 - Divulgação/Aerion

A empresa fabricante de aviões Aerion anunciou recentemente o lançamento de um novo modelo de jato supersônico que, de maneira surpreendente, promete atingir a velocidade de 6.200 km/h.

O chamado AS3, que terá seu design concluído até o final deste ano, será um avião de rapidez inigualável. Se levarmos em consideração que um Boeing 747 atinge apenas 933 km/h, logo conseguimos ter uma ideia do quão ousada e inovadora é a nova criação da companhia comandada pelo bilionárioRobert Bass, quem também é o fundador do fundo de capital de risco Oak Hill Capital Partners.

O modelo promete ser o mais rápido dos aviões - Crédito: Divulgação/Aerion

 

Fast

Conforme repercutido pela revista Exame, a partir da utilização de uma aeronave tão veloz como o AS3, seria possível viajar de São Paulo a Paris em apenas duas horas. Um Boeing comum, no entanto, não levaria menos que 11 horas para concluir o percurso.

Portanto, trata-se de um tempo recorde, quase sete vezes menor do que estamos acostumados num trajeto comum nas férias. Entretanto, o novo jato da Aerion, que deverá chegar ao mercado em 2026, transportará  apenas 50 passageiros por viagem.

Antes dele, outro modelo, o AS2, havia sido anunciado pela empresa. Com capacidade ainda menor, de entre 8 e 12 passageiros, o pequeno avião deverá ficar pronto para testes em 2024, com estreia no mercado apenas dois anos depois.

Concorde no aeroporto de Farnborough em 7 de setembro de 1974 - Crédito: Wikimedia Commons

 

Antigo modelo

Um dos mais conhecidos modelos de avião supersônico é o Concorde. Já fora de circulação, a histórica aeronave foi fabricada entre os anos de 1965 e 1978 e atingia impressionantes 2.158 km/h, o que foi uma grande inovação na época.

Entretanto, custava muito caro viajar em um jato como esse, além de que o Concorde não oferecia muito conforto aos passageiros. Assim, as viagens nesse modelo geralmente não ultrapassavam os 50% da capacidade ocupada.

Contudo, era preciso uma porcentagem superior a 90% para que a companhia não encontrasse um possível prejuízo, uma vez que se gastava muito com combustível.

Concorde da British Airways - Crédito: Creative Commons

 

Além disso, a incidência de acidentes envolvendo essas aeronaves, antes consideradas altamente seguras, também contribuiu para a inviabilidade de viagens com o modelo.

O caso do voo Air France 4590, ocorrido em 2000 foi o mais marcante deles: 113 pessoas morreram depois que um avião, que viajava de Paris com destino a Nova Iorque, pegou fogo em razão de um vazamento de combustível.

Todo esse conjunto de fatores resultou na retirada do Concorde de circulação, sendo que os últimos voos do jato supersônico, organizados pelas companhias British Airways e Air France, se deram em abril de 2003.


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