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Carreira meteórica: Há 3 anos, drogas e depressão tiravam a vida de Mac Miller

Honesto sobre seu vício e sua batalha com a saúde mental em suas letras, o rapper faleceu com somente 26 anos de idade

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 30/10/2021, às 09h00 - Atualizado às 10h16

Mac Miller em 2017
Mac Miller em 2017 - Getty Images

Em setembro de 2018, o mundo da música foi abalado por uma notícia extremamente triste, o rapper Mac Miller, que havia acabado de soltar um novo álbum, foi encontrado morto em sua casa em Los Angeles. O veredito? Overdose de drogas e depressão.

Na última terça-feira, 26, o traficante que forneceu as drogas ao artista, depois de três anos, declarou-se culpado aos promotores do Distrito Central da Califórnia. Stephen Andrew Walker, que vendeu os comprimidos de fentanil que tiraram a vida de Miller, concordou em confessar no julgamento, que deve ocorrer em março de 2022.

Mac Miller foi um artista talentoso e honesto, expondo seus problemas com saúde mental e vício de substâncias ao público nas letras de suas músicas. 

Com apenas 26 anos de idade quando faleceu, o rapper crescia desde que lançou seu primeiro álbum “Blue Slide Park” em 2011, até recebendo uma nomeação ao Grammy por seu último projeto em vida, “Swimming” de 2018.

Mac Miller, fama, talento e sinceridade

Mac Miller em seu estúdio em 2013 - Foto: Getty Images

 

Em seu primeiro disco, Mac Miller era um rapper completamente diferente do artista no qual tinha evoluído na época de sua triste morte. Depois de duas mixtapes e um álbum, o americano era considerado um representante do rap de ‘frats’, casas de fraternidade em universidades estadunidenses, pois só tinha letras sobre festas, mulheres e bebida.

“Blue Slide Park”, foi o primeiro álbum lançado independentemente a chegar ao topo das paradas desde 1995 — no entanto, as críticas foram bastante mistas. Enquanto as canções eram divertidas, haviam muitos pedidos para conhecer mais do artista através de suas músicas e composições.

Participando de outros projetos entre 2011 e o lançamento de seu segundo disco, o rapper conheceu a estrela do pop Ariana Grande e participou de sua música promocional “The Way”, que se tornou um dos maiores sucessos de Mac Miller, mesmo ele não sendo o artista principal na canção.

Em 2013, Miller lançou seu segundo álbum “Watch Movies With the Sound Off” e apresentou a sinceridade que havia sido pedida pelos críticos. Introspectivo e honesto, o rapper foi aclamado e recebeu ainda mais atenção do público, mesmo que estivesse nervoso sobre o lançamento.

É um projeto extremamente pessoal, então estou meio que jogando tudo isso para fora e esperando para ver o que acontece”, falou o rapper sobre estar abrindo-se desta maneira pela primeira vez em entrevista à publicação Complex.

Em sua mixtape, série de canções que rappers lançam de maneira mais informal, de 2014, “Faces”, Mac Miller começou a ser explícito sobre sua batalha com seu vício, contendo letras sobre como acreditava que as substâncias que estava usando iriam matá-lo. 

Anos depois, em 2017, o artista afirmou que estava sob a influência durante o processo de criação toda deste projeto.

Relacionamentos, sucesso universal e seu legado

Em 2016, Mac Miller entrou em um relacionamento mudaria sua vida completamente, seja no contexto emocional ou profissional. Começando seu namoro com a cantora e  estrela Ariana Grande, Miller foi colocado no holofote global, acompanhado depois disso por um público imensurável.

O rapper já era famoso, especialmente entre fãs de hip-hop e rap, mas ao começar sua relação com Grande, recebeu atenção de todos que seguiam a cantora na época. Juntos até maio de 2018, os dois artistas musicais foram um dos casais mais populares do momento e continuaram amigos próximos após seu término.

Mac Miller e Ariana Grande em 2017 - Foto: Getty Images

 

Mac Miller tornou-se um queridinho da indústria, admirado por sua honestidade em relação ao vício e à sua saúde mental, e, também, pela sua determinação por experimentar inúmeros gêneros musicais.

Pouco mais de um mês após o lançamento do que viria a ser seu último disco, “Swimming” de agosto de 2018, Miller foi encontrado vítima de uma overdose, chocando o mundo da música e o público.

O rapper é um símbolo de sinceridade, experimentação e simpatia até hoje. Seu legado se mantém vivo através das memórias de todos que tiveram e têm carinho por ele, e, é claro, por suas múltiplas contribuições ao cenário musical de hoje em dia.