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Fim do mistério: Polícia revela o que causou morte de família que fazia trilha na Califórnia

Em 17 de agosto deste ano, o casal Jonathan Gerrish e Ellen Chung foram encontrados mortos junto a filha Aurelia, de 1 ano, e Oski, o cachorro da família

Fabio Previdelli Publicado em 31/10/2021, às 09h00

O casal Ellen Chung e Jonathan Gerrish
O casal Ellen Chung e Jonathan Gerrish - Divulgação/ Arquivo Pessoal

Em agosto deste ano, o casal Jonathan Gerrish (45 anos) e Ellen Chung (30), resolveram levar sua filha, a pequena Aurelia Miju Cung-Gerrish (1) e o cachorro da família, Oski, para fazer uma trilha no Vale de Devil’s Gulch, que fica na Floresta Nacional de Sierra, no estado americano da Califórnia. 

Os dois se mudaram para a pequena cidade de Mariposa depois que JonathanGerrish, um engenheiro de software que trabalhava no Vale do Silício, começou a atuar por home office. A intenção do casal era criar a pequena longe da cidade grande, para que a filha pudesse desfrutar da natureza

Ellen, Jonathan, Aurelia e Oski/ Crédito: Arquivo Pessoal

 

Porém, foi justamente esse fator o responsável por uma tragédia que comoveu os Estados Unidos nas últimas semanas. 

O último passeio 

Horas depois de saírem para o passeio, Jonathan e Ellen demoraram para responder as mensagens que alguns amigos enviaram. Logo, um deles desconfiou que algo poderia ter acontecido. Assim, o desaparecimento da família foi informado para as autoridades do condado de Mariposa. 

No dia seguinte, em 17 de agosto, quando equipes de resgates vasculharam a região, que fica em uma área a sudoeste do Parque Nacional de Yosemite, os corpos foram encontrados. Ali começava um enorme quebra-cabeças. 

A família e o cachorro não apresentavam nenhum sinal de ferimento físico ou sinais de traumas em seus corpos. Exames posteriores descartaram que a morte estava atrelada ao uso de uma arma mortal. 

Jonathan e Ellen/ Crédito: Arquivo Pessoal

 

Outro fator tirado de cogitação foi um possível envenenamento, afinal, pouco depois, em setembro, enquanto as autoridades trabalhavam para estabelecer a causa da morte, o trecho de um rio — que fica perto de onde eles foram achados — foi fechado. Algas tóxicas que poderiam causar a morte de humanos e animais foram encontradas por lá. 

Mas, um exame toxicológico constatou que nenhum deles havia ingerido o líquido contaminado. As garrafas de água que eles carregavam, de 2,5 litros, estavam vazias, mas também não apresentaram índices de toxinas. 

As hipóteses de suicídio; morte em decorrência da queda de um raio; exposição a monóxido de carbono, dióxido de carbono ou cianeto; e o uso ilegal de drogas ou álcool também foram rechaçadas. O mistério se tornava ainda maior. 

Respostas e mais dúvidas

Após semanas analisando o caso, o Gabinete do Xerife do Condado de Mariposa concedeu uma entrevista coletiva, na quinta-feira da semana passada, 21, para dar esclarecimentos sobre as mortes. 

De acordo com Jeremy Briese, no dia que a família fez a caminhada, a temperatura do dia ultrapassou a marca de 42ºC. Com isso, o grupo morreu por conta de hipertermia e, provavelmente, por desidratação. Já Oski, que tinha 8 anos, também deve ter sofrido de algo semelhante. 

Para o condado de Mariposa, isso é raro", observou o xerife Jeremy Briese. "Esta é a primeira causa de morte por hipertermia que testemunhei aqui em 20 anos."

Briese ainda relatou que os investigadores estão tentando acessar o telefone celular de Gerrish para tentarem descobrir mais algumas informações. Porém, acrescentou que, no local, não há serviço telefônico. Semanas antes, um incêndio havia atingido o vale, o que eliminou algumas árvores que forneciam sombras para a trilha íngreme. 

Família se pronuncia

Ainda na coletiva, o Oficial de Informação Pública de Mariposa leu em voz alta uma declaração compartilhada em nome de parentes das vítimas. “A perda de um parente próximo é uma dor quase além das palavras. Quando essa perda é multiplicada por quatro, e um dos quatro é um bebê de apenas um ano de idade, a dor é indescritível.”

Quando essa dor é mais impactada pela falta de conhecimento e certeza quanto aos motivos da morte, então a questão de 'por que', 'onde', 'quando' e 'como' preenche sua mente todos os dias e todas as noites”, continuam.

Os familiares também agradeceram a todos os envolvidos no caso por seus trabalhos incansáveis na buscas por respostas.

"Eles sentiram nossa dor, compartilharam a angústia de nossa perda e responderam com simpatia, empatia e dedicação total, tentando encontrar algumas respostas para nós. Gostaríamos de agradecer de coração por sua dedicação e compromisso."

Jonathan, Aurelia e Ellen/ Crédito: Arquivo Pessoal

 

“Algumas perguntas foram respondidas e usaremos essas informações como forma de nos ajudar a enfrentar uma situação”, acrescentaram. "No entanto, a questão do ‘por que’ nunca poderá ser respondida e permanecerá conosco."

"Nossos corações nunca esquecerão as belas vidas de Jonathan, Ellen, Miju e, claro, Oski. Eles permanecerão conosco onde quer que estejamos e o que quer que façamos… No futuro, quando nos sentarmos sob as árvores ouvindo o vento soprando entre os galhos, nós os ouviremos e nos lembraremos de vocês."


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