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Há 67 anos, ocorria a luxosa cerimônia de coroação da rainha Elizabeth II

Em um evento grandioso, a britânica foi responsável por diversos feitos inéditos em cerimônias da Família Real Britânica

Wallacy Ferrari Publicado em 02/06/2020, às 08h27

A rainha Elizabeth II e o príncipe Philip após a cerimônia de coroação
A rainha Elizabeth II e o príncipe Philip após a cerimônia de coroação - Getty Images

Após o falecimento de seu pai, o rei George VI, em 6 de fevereiro de 1952, a princesa Elizabeth Alexandra Mary teria a difícil missão de assumir o trono mais importante da monarquia britânica. Na ocasião, a inglesa tinha com 25 anos e fazia uma visita ao Quênia quando, às pressas, retornou para seu país-natal.

Buscando respeitar o luto após o falecimento de seu antecessor, Elizabeth marcou a coroação no ano seguinte ao episódio, em 2 de junho de 1953, possibilitando também a realização de uma deslumbrante cerimônia que movimentou toda a cidade de Londres. O local escolhido foi a Abadia de Westminster, mesmo local onde a jovem havia se casado com Philip Mountbatten, quatro anos antes.

Separada em seis atos — reconhecimento, juramento, unção, investidura, entronização e homenagem — o evento começaria às 11h15 e teria de disponibilizar o máximo de segurança para todos os 8.251 convidados de mais de 129 países, além da imprensa, que contava com mais de 2.500 jornalistas e fotógrafos credenciados de 92 países.

Elizabeth é a rainha a mais tempo no trono britânico / Créditos: Getty Images

 

Exclusivos da rainha

Alguns privilégios, nunca antes vistos em cerimônias de coroação, se tornaram tradições em ocasiões da monarquia britânica; o evento foi o primeiro a ser transmitido na televisão com a disponibilidade de geração de imagens em cores. A filmagem colorida possibilitou o registro de cada um dos adereços da rainha com minuciosos detalhes.

Seu buquê de coroação era composto por sete tipos de flores brancas, todas da flora britânica. Seu vestido, criado pelo estilista Norman Hartnell, foi feito com cetim branco e com os emblemas do Reino Unido e Coomonwealth costurados com fios de prata e ouro. Até mesmo o Robe Imperial de Veludo Roxo, que a rainha usou para caminhar durante a procissão de volta a Buckingham levou mais de 3 mil horas para ser feito com uma equipe de 12 costureiros.

Algumas tradições também foram herdadas, como o uso do anel da coroação, que esteve presente no reinado desde 1831, e a coroa de Santo Eduardo, com mais de 2 kg de ouro maciço, porém, o frasco que continha o óleo de unção, usado há centenas de anos para velar a coroação, havia sido destruído por explosivos em um ataque, logo, Elizabeth teve de ser banhada com um óleo completamente novo, distinto do mesmo lote de seu pai.

Ana, Charles, Elizabeth e Philip reunidos em fotografia real / Crédito: Wikimedia Commons

 

Milhões de simpatizantes

Durante a cerimônia, a polícia estimou que 16 mil pessoas aguardavam a rainha recém-coroada na entrada da abadia, além de 27 milhões acompanhando a transmissão televisiva apenas no Reino Unido, sem contabilizar as transmissões internacionais.

Um dos espectadores foi o príncipe Charles, o primeiro a testemunhar uma mãe sendo coroada rainha. A princesa Anne, na época com 2 anos de idade, não foi levada para a cerimônia por ser considerada muito nova e dispersa.

Após jurar o cumprimento da lei e governar com responsabilidade da Igreja da Inglaterra, Elizabeth realizou uma rota de 7,2 quilômetros para o Palácio de Buckingham em um trajeto projetado para que fosse vista pelo maior número de simpatizantes possível pela cidade, visto que diversos turistas se deslocaram para Londres apenas para acompanhar a cerimônia.


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