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Morto na cadeia: conheça o preso que assassinou o serial killer Jeffrey Dahmer

Christopher Scarver cumpria sua pena na mesma instituição correcional que Dahmer, e um dia decidiu pôr fim à vida do canibal e serial killer

Ingredi Brunato Publicado em 15/10/2020, às 16h21 - Atualizado em 16/10/2020, às 16h23

Montagem com Christopher Scarver à esquerda e Jeffrey Dahmer à direita.
Montagem com Christopher Scarver à esquerda e Jeffrey Dahmer à direita. - Divulgação/ Getty Images

Christopher Scarver havia sido enviado para a Instituição Correcional de Columbia por ter atirado em seu supervisor no programa de treinamento do qual participava na época. Ele era um assassino. Porém, havia outro criminoso na mesma prisão que ele, que na visão de Scarver era muito pior. Tratava-se do famoso serial killer Jeffrey Dahmer

Dahmer foi responsável pela morte de 17 pessoas, entre garotos e homens adultos. Além dos assassinatos, o criminoso praticou uma série de horrores com suas vítimas, como violações, canibalismo e necrofilia. 

Ele poderia não ser alvo de Scarver, todavia por ser extremamente desagradável com seus companheiros de prisão acabou caindo em desgraça. Em suas palavras, o serial killer provocava os outros presos constantemente. Uma das provas de seu humor doentio seria o fato de gostar de manipular a comida da prisão para se parecer com membros decepados, por exemplo, usando ketchup como sangue. 

“Ele colocava-os [as imitações de membros decepados] em lugares onde as pessoas ficavam”, contou o assassino de Dahmer, em entrevista ao New York Post. “Ele passou dos limites com algumas pessoas, prisioneiros, funcionários da prisão. Algumas pessoas que estão na cadeia estão arrependidas - mas ele não era uma delas ”.

Fotografias de Jeffrey Dahmer. Crédito: Getty Images 

 

O passado de Christopher 

Christopher Scarver nasceu no estado de Wisconsin, nos EUA, e foi o segundo de cinco filhos. Ele abandonou os estudos na primeira série, e foi expulso de casa ainda na juventude por conta de problemas com álcool. 

Aos 21 anos, o jovem afro-americano conseguiu um estágio como carpinteiro com a intermediação de um programa de empregos. As coisas pareciam ir bem na sua vida profissional, com seu supervisor, Edward Patts, garantindo que ele seria contratado de forma integral após o fim do contrato de estágio.

No entanto, um imprevisto ocorreu. Patts foi demitido, e no lugar dele veio Steve Lohman. Foi ele quem Christopher matou. Ele foi ao escritório do programa levando uma arma carregada e exigiu dinheiro. Quando recebeu apenas 15 dólares, sua reação foi atirar na cabeça do supervisor.  

Scarver estava determinado a conseguir uma quantia maior e refez sua exigência ao gerente do local. "Você acha que estou brincando? Preciso de mais dinheiro", teria dito então, segundo relatado pelas autoridades. O gerente afinal deu 3 mil dólares ao jovem, que fugiu, porém, foi pego e sentenciado à prisão perpétua. 

Fotografia de Christopher Scarver quando foi preso. Crédito: Wikimedia Commons

 

Como Christopher matou Dahmer 

Scarver descreveu a si mesmo como um “lobo solitário” dentro da cadeia. Ele nunca havia interagido antes com Dahmer, porém, observava de longe como o homem atormentava os outros presos, e isso o fazia desprezar o serial killer canibal. 

Furioso, Christopher esperou até que Dahmer e ele estivessem sozinhos e tirou recortes de jornais do bolso que mostravam os crimes cometidos por Jeffrey. “Eu perguntei se ele tinha feito aquelas coisas porque eu estava terrivelmente enojado. Ele ficou chocado, e começou a procurar a porta bem rápido. Eu o impedi”, contou Scarver.

Christopher Scarver no julgamento pelo assassinato de Jeffrey Dahmer. Crédito: Divulgação/ Youtuber 

 

Foi então que Christopher pegou uma barra de ferro que havia arrancado da academia da instituição e matou o serial killer com duas pauladas na cabeça. Ele ainda acredita que não foi por um acaso que não havia nenhum guarda prisional por perto naquele momento, afirmando que eles também queriam Dahmer morto.

Scarver recebeu mais duas prisões perpétuas pelos dois assassinatos que cometeu dentro da prisão, e também alegou em 2015 que passou 16 anos em confinamento solitário como punição por assassinar o serial killer.


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