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Retrospectiva 2020: os homens que encontraram moedas de naufrágio de 1715

Um trio encontrou 22 moedas enquanto andava pela areia de uma praia na Flórida com um detector de metal

Redação Publicado em 02/12/2020, às 12h24

Moeda espanhola ao lado de uma moeda americana
Moeda espanhola ao lado de uma moeda americana - Crédito: Divulgação

Em uma praia da Flórida, nos Estados Unidos, três homens fizeram um dos maiores achados do ano de 2020, quando encontraram, ao acaso, várias moedas raras antigas.

A descoberta foi feita ainda em fevereiro, no entanto, só foi revelada um mês depois, em março, após os itens terem passado por uma análise, que revelou a origem.

As moedas faziam parte, para a surpresa de todos, de um naufrágio espanhol, que afundou durante uma viagem de Cuba para a Espanha, no ano de 1715.

Os colegas Jonah Martinez, Cole Smith e JeremyProuty coletaram no total 22 moedas enquanto andavam pela areia da praia de uma costa americana com um detector de metal.

O trio também afirmou que se consideram "caçadores de tesouros", e estão sempre a procura de artefatos com o seu detector de metal.

Moedas raras encontradas em praia dos Estados Unidos / Crédito: Divulgação

 

Se eles tivessem encontrado as preciosidades no mar, os objetos seriam propriedade do governo americano. Porém, as moedas foram reveladas na areia de uma praia pública, garantido a posse dos objetos seguindo a lei americana.

Apesar das moedas terem sido avaliadas entre 5 e 6 mil dólares, que em reais daria um pouco mais de 20 mil, Jonah Martinez declarou que não pretende vender os tesouros: “Não estamos tentando lucrar. Estamos apenas coletando pedaços de história”.

Até o começo do ano, eles informaram que pretendem doar os itens encontrados para algum Museu que irá fazer bom uso das peças.

Moedas raras encontradas em praia dos Estados Unidos / Crédito: Divulgação

 

Kip Wagner, um arqueólogo marinho renomado, comentou o caso, e expressou certo incômodo com as descobertas de tesouros raros e artefatos históricos que são frequentemente feitas por quem ele chamou de pessoas "aproveitadoras", que seriam cidadãos comuns sem nenhuma formação ou estudo na área de arqueologia e história.


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