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Tratada por Freud e sem testamento: 5 fatos impressionantes sobre Alice de Battenberg, sogra de Elizabeth II

A princesa nascida surda foi responsável por disseminar os filhos ao longo de diversas monarquias europeias

Wallacy Ferrari Publicado em 18/08/2020, às 10h41

Retrato de Alice de Battenberg sentada em uma cadeira
Retrato de Alice de Battenberg sentada em uma cadeira - Wikimedia Commons

1. Casamento colossal

Filha mais velha do príncipe Luís de Battenberg e sua esposa a princesa Vitória de Hesse e Reno, a paixão da jovem Alice, aos 18 anos, com o príncipe Andrew da Grécia e Dinamarca rendeu um dos eventos mais grandiosos que haviam acontecido na época. Comentado por todas as monarquias europeias, a cerimônia não apenas movimentou diplomacias, mas marcou a história dos presentes monárquicos.

O evento para aproximar a londrina da família russa de czares, que retribuíam o afeto em outras ocasiões posteriores ao casamento, frequentemente presenteando Alice com luxuosas joias, acessórios e itens de decoração. Em uma ocasião, os czares a dera, uma tiara, no valor de 14 milhões de dólares que, depois que passada a Philip, foi reciclada e utilizada para a criação do anel de noivado que deu a Elizabeth.


2. Filhos notáveis

Alice e Andrew tiveram cinco filhos: Margarida em 1905, Teodora em 1906, Cecília em 1911, Sofia em 1914 e Filipe em 1921. Os netos de Nicolau I fizeram questão de prosseguir a dominância da família em monarquias europeias; Margarida casou com o príncipe Godofredo de Hohenlohe-Langemburgo, Cecília casou com Jorge Donatus, Grão-duque herdeiro de Hesse e Sofia casou com príncipe o Cristóvão de Hesse-Cassel, com quem ficou até a morte, posteriormente casando novamente com o príncipe Jorge Guilherme de Hanôver.

Alice posa para fotografia antes de seu casamento / Crédito: Wikimedia Commons

 

A união mais notável entre os herdeiros, no entanto, é a do caçula Phillip, que é casado com a Rainha do Reino Unido e de quinze outros Estados independentes conhecidos como Reinos da Comunidade de Nações, Elizabeth II. O filho não apenas é o atual dono da união mais longeva das monarquias europeias, como é o mais velho consorte.


3. Esquizofrenia tratada por Freud

Alice estava com 45 anos de idade em 1930 quando foi diagnosticada com esquizofrenia. Sem manifestações violentas e buscando a sanidade o mais rápido possível, avisou a família e internada em um sanatório na Suíça. No hospital psiquiátrico de luxo, a monarca recebeu tratamento de um dos pioneiros da psicanálise.

Sigmund Freud foi escalado para abranger o diagnóstico da jovem e tentar buscar uma causa válida para o surgimento da condição na idade adulta. A conclusão atribuiu a culpa aos níveis hormonais e a relatos de “frustração sexual”, que resultaram em diversos tratamentos agressivos, incluindo a aplicação de raios X em seus ovários para acabar com seu desejo sexual e acelerar a menopausa, sem sucesso.


4. Em prol da saúde

Os tratamentos não funcionaram, mas deixaram marcas irreversíveis no âmbito físico e psicológico. A esquizofrenia leve, no entanto, não tornou Alice completamente débil, ainda mantendo a sanidade para reconhecer que as tentativas foram insalubres. Por isso, após ter alta do sanatório, criou a ordem ortodoxa de freiras Marta e Maria.

Princesa Alice e seu filho príncipe Philip, Duque de Edimburgo / Credito: Getty Images

 

Com a instituição, passou a ficar junto a freiras em tempo integral, sem morar com familiares. Realizando missões de ajuda humanitária, só interrompeu o hiato familiar em 1937, quando a filha Cecília morreu tragicamente em um acidente de avião com o marido Jorge Donatus, junto dos dois filhos nascidos e grávida de 9 meses.


5. Anos finais

Com dificuldades de locomoção e de correspondência motora, Alice passou a morar na Grécia em 1967, mas foi acolhida no mesmo ano para ser cuidada pelo filho Philip, já casado com Elizabeth II. Em vida, manifestou o desejo final de ser enterrada ao lado de sua tia no Monte das Oliveiras, em Jerusalém.

Faleceu em 5 de dezembro de 1969, aos 84 anos, no Palácio de Buckingham. Além de não ter deixado nenhum bem para familiares — doando todos os itens para futuros leilões de caridade e para instituições — teve os restos mortais instalados na Capela de São Jorge até que a família obtivesse o espaço para realizar o desejo final, sendo concluído em 1988.


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