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Napoleão Bonaparte: a morte de um dos mais controversos nomes da França

Fruto de debate, essa questão atravessou gerações — renascendo em 1961, quando traços de arsênico foram encontrados em seu cabelo

Joseane Pereira Publicado em 31/03/2020, às 07h00

Retrato do Imperador Napoleão Bonaparte, 1804
Retrato do Imperador Napoleão Bonaparte, 1804 - Getty Images

Um dos personagens mais estudados da História, Napoleão Bonaparte teve sua trajetória definida em mínimos detalhes. Entretanto, umas questão sobre sua trajetória permaneceu por um tempo envolta em mistérios: o grande estrategista militar teria morrido de câncer no estômago ou envenenamento?

Após ser derrotado na batalha de Waterloo, em 1815, Bonaparte foi exilado nos confins do Atlântico Sul, em uma pequena ilha chamada Santa Helena. Após seis anos, com o falecimento do general, seu médico François Antommarchi declarou na autópsia que a causa da morte tinha sido câncer no estômago.

Entretanto, tal diagnóstico foi contestado no ano de 1961, quando traços de arsênico foram encontrados em uma das mostras de cabelo de Napoleão. Isso acabou sugerindo a possibilidade de morte por envenenamento.

FATOS CONSUMADOS

Napoleão na Batalha das Pirâmides, 1798 / Crédito: Getty Images

 

Para validar ou não essa hipótese, é importante entender o estado de sua saúde nos últimos anos. Em julho de 1820, o Imperador se queixou de grande desconforto abdominal, o que o levou a perda de apetite, vômitos e náuseas. Ele perderia ao menos 10 kg nos últimos anos de vida.

Nos primeiros meses de 1821, Bonaparte se alimentava apenas de líquidos e passou a vomitar sangue, com sua condição piorando cada vez mais. Em 5 de maio daquele ano, aos 51 anos de idade, ele viria a falecer. Sete médicos britânicos acompanharam a necropsia, e cinco deles assinaram o relatório oficial. O interior do seu estômago continha sangue e um endurecimento com 10 centímetros de extensão, e o tumor havia se espalhado pelos nódulos linfáticos.

O câncer estava em estado muito avançado, e na época não havia auxílio algum para a doença; afinal, os primeiros tratamentos com quimioterapia só seriam desenvolvidos após a Segunda Guerra Mundial.

Em 2011, o patologista forense Alessandro Lugli publicou um trabalho afirmando que a quantidade de arsênico encontrada em seu cabelo e na parede de sua última casa não eram suficientes para causar a morte. Então, a resposta mais consolidada é que o estrategista teria realmente padecido de câncer estomacal, doença que já havia acometido seu pai e avô.


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