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O último tropicalista: veja a biografia de Tom Zé que foi escrita pelo Whatsapp

"Tom Zé: o último tropicalista", de Pietro Scaramuzzo apresenta a trajetória completa do artista brasileiro na música

Victória Gearini Publicado em 25/03/2021, às 17h17

Tom Zé, artista brasileiro
Tom Zé, artista brasileiro - Wikimedia Commons

Considerado o último tropicalista, Antônio José Santana Martins, mais conhecido como Tom Zé, é um grande músico e compositor brasileiro. Sua memorável história é retratada em sua biografia recém-lançada no Brasil pelo Sesc. 

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o artista revelou que esta obra foi escrita pelo crítico italiano e pesquisador de música brasileira, Pietro Scaramuzzo. Além disso, o cantor disse que para produzir o livro, ele e o seu biógrafo utilizaram o Whatsapp para elaborar o texto.

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Tom Zé: o último tropicalista, de Pietro Scaramuzzo (2020) / Crédito: Divulgação / Sesc

“O livro foi escrito todo pelo Whatsapp. Ele combinava de ligar para tratar de tal assunto. Eu estudava o assunto e quando ele ligava já estava pronto. Eram duas horas por semana. Devia sair um agradecimento ao Whatsapp no livro”, disse o cantor em entrevista à Folha de S.Paulo.

Nascido em 11 de outubro de 1936, em Irará, interior da Bahia, Tom Zé desde cedo se interessou pela música. De acordo com o site oficial do músico, ele cresceu ouvindo Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, samba-de-roda e os grandes artistas da rádio nacional.

“Numa gaitinha, descobriu a maravilha de converter sopro em som e conseguiu tirar algumas poucas notas de Asa branca. Aos 17 anos, descobriu o violão e sua vida mudou. Ainda na adolescência, descobriu Os sertões, de Euclides da Cunha, que lhe mostrou com uma amplitude nova o que eram ele e a gente do Nordeste do Brasil, assumindo uma importância definitiva no seu pensamento”, revelou o site oficial Tom Zé. 

Nos anos 60, o artista entrou para o famoso movimento tropicalista, liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil. Contudo, após a prisão e exílio de ambos cantores, Tom Zé, começou aparecer cada vez menos na mídia. Embora fosse reconhecido pelos estudantes, o músico encontrou dificuldades em disseminar seu trabalho, ficando sem fazer shows no Rio de Janeiro entre 1969 e 1993.

No entanto, segundo a Folha de S.Paulo, o baiano conseguiu dar a volta por cima após conhecer o americano David Byrne. Em sua biografia, a estrela revelou fatos curiosos e divertidos de sua infância. Além disso, detalhou minuciosamente sua trajetória na música.

Disponível na Amazon em formato Kindle e capa comum, a ilustre biografia conta, ainda, com prólogo feito por David Byrne e tradução de Thiago Lins e Silvana Cobucci.


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