Curiosidades » Crimes

Um crime que chocou o Brasil: o Caso von Richthofen em 5 pontos chave

Quase duas décadas depois dos brutais assassinatos orquestrados por Suzane, esse ainda é um dos crimes mais falados do país

Pamela Malva Publicado em 10/04/2021, às 11h00

Família von Richthofen nos poucos momentos descontraídos
Família von Richthofen nos poucos momentos descontraídos - Wikimedia Commons

Em outubro de 2002, o Brasil parou para acompanhar as investigações de um dos maiores crimes já cometidos no país. Ocorrido em uma mansão do Brooklin, em São Paulo, o assassinato de Manfred Albert e Marísia von Richthofen parecia assustador.

As pessoas que acompanhavam o caso na época, contudo, ficaram ainda mais horrorizadas quando descobriram que a própria filha do casal, Suzane, teria sido a mandante do crime brutal, cometido pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos.

Cada detalhe do caso parecia mais terrível que o anterior e, durante meses, os brasileiros mal conseguiam acreditar no que estava acontecendo. Até hoje, quase duas décadas mais tarde, o crime continua sendo um dos mais lembrados do país.

Confira 5 pontos chave do Caso von Richthofen que escandalizou o Brasil em 2002:

1. Uma filha descontente

Naquele mesmo ano de 2002, enquanto estudava direito na PUC-SP, a jovem Suzane von Richthofen, de 18 anos, foi proibida de se relacionar com o então namorado, Daniel Cravinhos. Bastante restritos, os pais da garota não aprovavam a relação.

Não se sabe exatamente se esse foi o principal motivo que levou Suzane a orquestrar o assassinato de seus pais, já que a história é repleta de fingimentos, mentiras e versões distintas. Ainda assim, a garota parecia estar bastante infeliz com a restrição.

Seja quais fossem suas motivações, Suzane e Daniel arquitetaram o plano com uma frieza inacreditável. No dia 31 de outubro de 2002, então, Manfred e Marísia foram mortos a pauladas, enquanto a garota esperava na biblioteca da mansão onde morava.


2. As muitas versões

Logo depois que os assassinatos foram cometidos, Suzane entrou no quarto dos pais e bagunçou os pertences das vítimas, para que a polícia acreditasse que tudo não se passava de um latrocínio — um roubo seguido de homicídio.

Juntos, Suzane, Daniel e Cristian chegaram a roubar uma quantia milionária da casa da família, pouco antes de forjar os álibis necessários. Quando foi interrogados, no entanto, os três acabaram confessando que teriam orquestrado e cometido os assassinatos.

O problema é que, no tribunal, cada um dos lados deu uma versão diferente da história. Enquanto Suzane afirmava que Daniel teria colocado a ideia em sua cabeça, o garoto dizia que ela pensou no crime sozinha, sendo que ele apenas o colocou em prática.


3. O fim das mentiras

Denivaldo Barni dando orientações para Suzane / Crédito: Divulgação

 

Durante toda a investigação, os policiais tiveram a impressão de que alguma peça estava faltando naquele quebra-cabeças macabro. A imagem que Suzane e seus advogados queriam passar, afinal, não condizia com a jovem fria que teria mandado matar os pais.

Muitos especialistas, inclusivem, sugerem que a própria personalidade de Suzane poderia apresentar traços de desvio de caráter. Segundo o jornalista Ullisses Campbell, por exemplo, a garota demontrava indícios de ser narcisista, manipuladora e perversa.

Todas as desconfianças com relação à imagem inocente da suspeita podem ser vistas na edição do Fantástico, na qual Suzane e sua defesa cometeram um erro irreversível. Vestida com roupas infantis, a jovem recebeu conselhos comprometedores de seus advogados, que foram captados na íntegra pelos jornalistas da reportagem.


4. Condenações

Os irmãos Cravinhos e Suzane apreendidos pela polícia / Crédito: Divulgação

 

“Descobriu-se a farsa. O tiro saiu pela culatra e ela poderia fugir porque tem pouco a esperar do julgamento”, narrou o promotor Roberto Tardelli, depois que a matéria foi transmitida no Fantástico, no dia 9 de abril de 2006. Todas as máscaras caíram no chão.

Dois julgamentos mais tarde, às 2h da manhã do dia 22 de julho de 2006, a sentença da jovem e dos Irmãos Cravinhos foi proferida. Os três foram condenados a 39 anos de prisão cada e, até hoje, Suzane von Richthofen cumpre sua pena no complexo penitenciário de Tremembé, onde estão presas outras criminosas bastante conhecidas.


5. Dois filmes, um crime brutal

Cena de quando Suzane e os Cravinhos estão sendo presos / Crédito: DIvulgação

 

Tamanha foi a repercussão do caso von Richthofen que, através dos anos, o crime foi contado em livros e documentários. Em 2019, no entanto, duas produções inéditas prometem revelar os detalhes mais sórdidos dos assassinatos orquestrados por Suzane.

Com roteiros de Raphael Montes e Ilana Casoy, os filmes “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou meus Pais” devem retratar o crime que marcou o país através dos dois princiepais pontos de vista envolvidos na trama: o de Suzane e o de Daniel.

Foram um total de 33 dias de filmagens, dirigidas por Maurício Eça e protagonizadas por Carla Diaz e Leonardo Bittencourt. Polêmicos, inéditos e bastante misteriosos, os filmes devem estrear ainda em 2021 — sendo que a data de lançamento inicial teve de ser adiada por culpa da pandemia do novo Coronavírus.


+ Saiba mais sobre o tema através das obras abaixo, disponíveis na Amazon:

Suzane assassina e manipuladora, de Ullisses Campbell (2020) - https://amzn.to/3aFqnVk

Richthofen, de Roger Franchini (2011) - https://amzn.to/2SkxkmG

O pior dos crimes, de Rogério Pagnan (2018) - https://amzn.to/2S287OY

Vale lembrar que os preços e a quantidade disponível dos produtos condizem com os da data da publicação deste post. Além disso, a Aventuras na História pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação pelos links nesta página.

Aproveite Frete GRÁTIS, rápido e ilimitado com Amazon Prime: https://amzn.to/2w5nJJp

Amazon Music Unlimited – Experimente 30 dias grátis: https://amzn.to/2yiDA7W