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750 mil mortes por Covid-19 até agosto: Universidade de Washington faz projeção sobre 3ª onda no Brasil

Cenário se baseia na lentidão da vacinação, somada com falta de isolamento social; marca pode ser atingia mesmo com queda de óbitos nos últimos dias

Fabio Previdelli Publicado em 18/05/2021, às 10h00 - Atualizado às 10h06

Imagem meramente ilustrativa de vírus
Imagem meramente ilustrativa de vírus - Divulgação/Pixabay

Segundo dados do consórcio de veículos de imprensa, até agora o Brasil já perdeu 436.826 vidas em consequência do novo coronavírus. Nas duas últimas semanas, entretanto, a média móvel de óbitos teve uma queda acentuada de 19%, o que representa que 18 das 27 unidades de federação tiveram diminuições do índice. 

Porém, à medida que a esperança pela volta da normalidade aumenta, também é necessário redobrar alguns cuidados para impedirmos que uma terceira onda assole o país. Afinal, projeções feitas por pesquisadores norte-americanos e brasileiros mostram que um novo cenário de infecções pode aumentar consideravelmente o número de mortes por aqui.  

Em entrevista ao O Globo, a professora Ethel Maciel, da UFES e doutora pela Universidade Johns Hopkins, dos EUA, explica que o ritmo da pandemia no Brasil vai depender muito da progressão na vacinação. “Temos que vacinar 1,5 milhão de pessoas ao dia, idealmente 2 milhões. E ter cautela na flexibilização das medidas de isolamento”. 

Caso o cenário de imunização não avance, o Instituto de Métricas de Saúde e Avaliação da Universidade de Washington, nos EUA — responsável por diversas projeções que se confirmaram, como relata O Globo —, aponta que o Brasil pode chegar à trágica marca de 751 mil mortes até o dia 27 de agosto. Vale ressaltar que isso seria num cenário onde 95% da população usasse máscara. 

Na pior das hipóteses, onde a variante que surgiu em Manaus continuasse se espalhando de maneira desenfreada, além dos vacinados pararem de adotar o uso de máscaras, o país poderia voltar a bater as 3.300 mortes diárias até 21 de julho e poderíamos alcançar a trágica marca de 941 mil mortes até 21 de setembro. 

É importante lembrar que os dados do Instituto de Métrica são usados por dois importantes órgãos: a Casa Branca, nos Estados Unidos, e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) na américa latina.